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Análise do gene MKRN3 em pacientes com puberdade precoce central idiopática

Processo: 17/23892-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2018
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Pesquisador responsável:Luciana Ribeiro Montenegro
Beneficiário:Maiara Ribeiro Piovesan
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Puberdade precoce   Análise de sequência de DNA   Mutação

Resumo

Puberdade precoce central (PPC) é definida pelo aparecimento de caracteres sexuais secundários antes dos 8 anos em meninas e antes dos 9 anos em meninas. A maioria dos casos de PPC acomete meninas e permanece idiopática. Alterações genéticas associadas ao fenótipo de PPC foram primeiramente descritas associados aos genes do sistema kisspeptina (KISS1 e KISS1R). Variantes alélicas inativadoras no gene MKRN3 foram descritas como a causa genética mais prevalente como causador de PPC, principalmente em casos familiares. O MKRN3 foi o primeiro gene que sofre imprint associado à puberdade precoce central. Em um estudo de sequenciamento global realizado em 15 famílias diagnosticadas com PPC, 5 dessas famílias apresentavam mutações deletérias no gene MKRN3, sendo duas delas do tipo frameshift (p.Arg213Gly*73, p.Ala162Glyfs*14), uma mutação do tipo nonsense (pTry391*) levando a stop códon prematuro e uma mutação do tipo missense (p.Arg365Ser), localizada na região do anel de zinco importante para a função da proteína. Em todas essas famílias a análise de segregação demonstrou herança autossômica dominante com penetrância completa e transmissão exclusiva do alelo paterno. Recentemente foi feito um estudo da região promotora do MKRN3 de pacientes com PPC sem mutações na região codificadora. Foi identificada a variante g.23565509T> A (rs182933790) na região promotora de MKRN3 em uma paciente do sexo feminino que teve o início do desenvolvimento puberal aos 6,6 anos de idade. Essa variante alélica poderia estar associada a uma menor expressão do MKRN3 tendo um efeito deletério do mesmo. O objetivo desse trabalho é a busca de alterações no gene MKRN3 e em sua região promotora em pacientes diagnosticados com puberdade precoce central. (AU)