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A resistência da razão ao fascismo: a educação como desbarbarização

Processo: 17/24154-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2018
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - Ética
Pesquisador responsável:Sinésio Ferraz Bueno
Beneficiário:Cristian Chaves Rodrigues
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Marília. Marília , SP, Brasil
Assunto(s):Educação   Teoria crítica   Fascismo

Resumo

Theodor Adorno, filósofo da chamada Teoria Crítica, desenvolveu uma análise particularmente fecunda para a compreensão do fenômeno do fascismo. Diferente de outros autores da filosofia política como Hannah Arendt, Adorno não partiu da análise do fascismo como um evento meramente político, marcado por matrizes históricas e conjunturais. A originalidade de sua perspectiva diante do fenômeno do fascismo é analisá-lo sobre suas bases psicológicas, sinalizando o desenvolvimento da cultura autoritária sobre o baluarte psíquico do homem. Dessa forma, ele e seus colaboradores puderam se debruçar sobre os traços fascistas ou sobre a mentalidade fascista presentes, de forma ostensiva ou velada, nas sociedades modernas democráticas. Sob esta perspectiva, Adorno pôde ampliar o escopo de análise sobre a natureza e a dimensão do fascismo e identificar suas marcas em organizações sociais de regimes democráticos. Este trabalho propõe a definição e análise do conceito de fascismo na obra de Theodor Adorno, bem como de suas inflexões, como a ideia de ambivalência e impostura. A partir dessa investigação, nosso objetivo é identificar, a partir dessas formulações, o significado da educação como processo de "desbarbarização" tal como definida pelo filósofo. Assim, pretendemos articular a percepção teórica do fenômeno do fascismo a partir dos trabalhos de Adorno com a sua contribuição para uma proposta de continência da personalidade fascista, mormente a importância da educação como processo formativo de resistência à regressão da autonomia intelectual. (AU)