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Insetos para alimentação animal e humana: adaptações e pesquisas para futura criação massal no Brasil

Processo: 17/24443-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE  
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2017
Vigência (Término): 31 de agosto de 2018
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia
Pesquisador responsável:Patrícia Milano
Beneficiário:Patrícia Milano
Empresa:Patricia Milano - ME
CNAE: Comércio varejista de outros produtos novos não especificados anteriormente
Vinculado ao auxílio:16/00152-3 - Insetos para alimentação animal e humana: adaptações e pesquisas para futura criação massal no Brasil, AP.PIPE
Assunto(s):Entomologia agrícola   Insetos   Alimentação animal   Alimentação humana   Brasil

Resumo

A importância dos insetos como agentes polinizadores, integrantes da cadeia alimentar, pragas agrícolas, agentes de controle biológico e vetores de doenças é bem conhecida, indiscutível e muito estudada. Além destas características, estes organismos possuem grande valor nutricional, contendo proteínas, aminoácidos, vitaminas, minerais e outros componentes importantes (FINKE, 2013; RUMPOLD e SCHLÜTER, 2013), sendo utilizados na composição de rações para aves e peixes, bem como para a alimentação de animais em zoológicos. Porém, o consumo de insetos é comum pela população humana em algumas regiões do mundo, e em várias etnias, tais como; tribos indígenas da América do Sul, africanos, indianos e principalmente em países orientais. Com a crescente população mundial, a exigência por proteínas será cada vez maior e, somente a produção de gado, aves, peixes e suínos, não será suficiente para alimentar todo esse contingente humano (HUIS, 2013), além de serem grandes emissores de gases de efeito estufa (OONINEX e BOER, 2012). Preocupada com esta realidade que se apresenta para o futuro e com a degradação ambiental, a FAO, agência de combate à fome pertencente à ONU, lançou em 2013 um relatório chamando a atenção para o problema e incentivando a criação e uso de insetos na alimentação humana (www.fao.org) o que levou a empresa americana EXO a utilizar grilos em pó na composição de barrinhas de cereais como suplemento alimentar (http://www.gazetadopovo.com.br/economia/barrinhas-de-proteina-feitas-com-grilos-fazem-sucesso-nos-eua-eln555s2oonisponcrmzljvwk). Embora no Brasil o consumo de insetos exista de forma discreta, sendo a formiga "tanajura" oferecida frita ou em forma de farofa no estado de Minas Gerais e na região Nordeste, e o besouro Pachymerus nucleorum (larva do coco) no estado do Amazonas (www.hospitaldasclinicas), nota-se que a maioria das pessoas ainda tem certa repulsa pela idéia de consumi-los. Entretanto, devido a crescente preocupação com a sustentabilidade, as autoridades deverão fazer grande pressão para o consumo de insetos em todo mundo, incentivado principalmente pela ONU (www.hypescience.com; www.thes cientist.com). No Brasil, existem pequenos produtores de insetos e três grandes biofábricas que comercializam insetos para alimentação animal, sendo estes, em sua maioria, associados a ABRACI (Associação brasileira dos criadores de insetos). Estes produtores visam também o fornecimento de insetos para alimentação humana, no entanto, deve-se lembrar que aspectos como valor nutricional, higiênicos e sanitários sejam levados em consideração assim como, de suma importância, aspectos biológicos e formas de criação massal das espécies produzidas. A Ecological Food, visando este amplo e promissor mercado, dentro e fora do país, adquiriu e iniciou a criação das principais espécies criadas no Brasil como Gryllus assimilis (grilo comum), Gromphadorhina portentosa (barata de Madagascar), Tenebrio molitor e Zophobas morio (Coleoptera: Tenebrionidae) e durante a manutenção das colônias destas espécies, em meio alimentar tradicional baseado na literatura e comum entre os criadores (ração animal e farinhas), a empresa detectou problemas como duração longa do ciclo de algumas espécies, alto índice de canibalismo, dentre elas G. assimilis e dificuldades na manutenção de higiene das unidades de criação. Assim, a Ecological Food pretende aperfeiçoar a metodologia de criação de algumas espécies, criando-as de acordo com práticas laboratoriais, propondo uma inovação sob o aspecto nutricional das espécies oferecendo uma dieta elaborada pela empresa, rica em nutrientes e adaptando recintos de criação, que foge do tradicional, inovando também sob este aspecto, almejando a criação massal e o fornecimento de insetos para humanos no futuro. Com as adaptações propostas, a Ecological Food, a exemplo das demais empresas, solicitará o fornecimento de insetos para alimentação humana ao MAPA, a Anvisa e entrará em contato com representantes da FAO no Brasil. (AU)