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Estudo dos efeitos de uma metaloproteinase de veneno ofídico em pré-adipócitos: ativação de resposta inflamatória e diferenciação celular

Processo: 17/19733-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2018
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Toxicologia
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Catarina de Fatima Pereira Teixeira
Beneficiário:Priscila Signor Motta
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/50040-4 - Rational approach for searching molecular targets involved in inflammatory events and cell survival, AP.PCPE
Assunto(s):Artropatias   Venenos de origem animal   Mediadores da inflamação   Metaloproteinases   Adipocinas

Resumo

Durante o processo evolutivo os componentes de venenos animais sofreram um refinamento de suas estruturas químicas, para atuarem em alvos específicos de suas presas. Por este motivo, as toxinas animais purificadas têm sido utilizadas como ferramentas científicas fundamentais para estudos de processos e mecanismos fisiológicos e fisiopatológicos. As peçonhas de serpentes da família Viperidae contêm proteinases da classe das metaloproteinases, com potente atividade inflamatória. Estas enzimas apresentam homologia estrutural e funcional com as metaloproteinases de mamíferos (MMPs), cujos níveis estão elevados no soro e no fluido articular de pacientes com artropatias inflamatórias. Desse modo, as metaloproteinases de veneno constituem uma ferramenta útil para o esclarecimento das ações dessa classe de enzimas. As artropatias inflamatórias, como a osteoartrite e a artrite reumatoide, de alta incidência mundial, estão entre as principais causas de limitação de movimentos e incapacitação articulares e representam um fator de risco para a perda de saúde na sociedade contemporânea. Foi demonstrado que as MMPs, além da degradação da cartilagem articular, podem exercer efeitos inflamatórios na articulação e ativar células inflamatórias ali presentes. O tecido adiposo articular, situado em contato íntimo com a membrana sinovial e a cartilagem do joelho, tem a capacidade de secretar uma gama de mediadores inflamatórios e fatores de crescimento na cavidade articular, e desempenhar um papel importante no desencadeamento e progressão da inflamação articular. No entanto, a ação de metaloproteinases, sobre as células que constituem o tecido adiposo não são conhecidas. Deste modo, no presente estudo serão investigados os efeitos da metaloproteinase BmooMPI-alpha, isolada do veneno de Bothrops moojeni, em pré-adipócitos em cultura, quanto (1) à síntese de mediadores inflamatórios (citocinas, quimiocinas, adipocitocinas e de PGE2), (2) ao mecanismo de liberação de PGE2, fator crucial na diferenciação de pré-adipócitos e (3) à diferenciação destas células em adipócitos maduros. Este estudo permitirá a melhor compreensão dos mecanismos pelos quais as metaloproteinases desencadeiam eventos inflamatórios, das células alvo e de seus efeitos nas articulações, além de favorecer o desenho de novos compostos farmacológicos para o confronto das inflamações articulares. (AU)

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