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Diversidade de serpentes em florestas nativas e florestas de eucalipto na região de Monte Verde, Camanducaia, MG: subsídios para a conservação

Processo: 17/11478-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2018
Vigência (Término): 30 de abril de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Aplicada
Pesquisador responsável:Marcio Roberto Costa Martins
Beneficiário:Gabriella Neves Leal Santos
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Assunto(s):Bioma   Mata Atlântica   Fauna   Florestas nacionais   Ecologia de comunidades   Serpentes

Resumo

A Mata Atlântica possui uma rica fauna de serpentes, abrigando 40% das espécies que ocorrem no Brasil. Devido à intensa perda da vegetação natural da Mata Atlântica, a diversidade de serpentes é ameaçada pela perda de seus habitats naturais. Uma grande parte do bioma foi convertida em áreas produtivas e pouco se conhece sobre o efeito que essa modificação ocasiona sobre a fauna de serpentes. Um melhor entendimento dos mecanismos que estruturam as taxocenoses de serpentes pode ser obtido pelo conhecimento da diversidade de espécies, funcional e filogenética, visando à elaboração de medidas para a conservação desta fauna. Desse modo, este estudo pretende contribuir para o entendimento dos efeitos que a conversão de uma fisionomia natural de Mata Atlântica (Floresta Ombrófila Mista) em florestas de eucalipto ocasiona sobre a diversidade de serpentes na região de Monte Verde, MG, localizada na porção ocidental da Serra da Mantiqueira. Mais especificamente são propostos os seguintes objetivos: I) compreender como as comunidades de serpentes se estruturam em ambas fisionomias, por meio da descrição da diversidade de espécies (composição, riqueza e abundância), funcional e filogenética; II) verificar quais espécies de serpentes são capazes de persistir nas florestas de eucalipto e quais espécies são mais dependentes de florestas nativas; III) testar a hipótese de que a floresta de eucalipto funciona como um filtro ambiental para as serpentes da região; e IV) fornecer subsídios para o manejo de serpentes tanto nas florestas naturais quanto nas florestas de eucalipto, de forma a preservar a maior diversidade possível de serpentes na região. (AU)