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O papel das sirtuínas sobre a sinalização beta adrenérgica em coração de ratos submetidos ao estresse

Processo: 16/20784-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2018
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Regina Celia Spadari
Beneficiário:Ana Elisa Teófilo Saturi de Carvalho
Instituição-sede: Instituto de Saúde e Sociedade (ISS). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil
Assunto(s):Função cardíaca   Fisiologia cardiovascular   Autofagia   Sirtuínas

Resumo

A compreensão dos mecanismos relacionados à reação de estresse ocupa a atenção de cientistas e clínicos desde a definição do termo feita pelo endocrinologista Hans Selye, em 1936. Acredita-se que pelo menos um terço das doenças que levam as pessoas a procurarem atendimento médico sejam relacionadas ao estresse. As condições atuais de vida representam um dos principais causadores de estresse em seres humanos, o chamado estresse psicossocial, causado pelo processo acelerado de urbanização e hábitos de vida. A resposta endócrina de estresse em seres humanos e em animais inclui a ativação do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA), o qual estimula a secreção de glicocorticoides pelo córtex adrenal, e a ativação do sistema nervoso simpático-medula da adrenal, que culmina com a liberação das catecolaminas. A ativação do sistema nervoso simpático (SNS) e do eixo HPA durante a resposta de estresse, promove a super estimulação dos receptores ² adrenérgicos (²-ARs), e em alguns casos, e alteração da razão ²1/²2-AR nos coração devido ao aumento da participação de ²2-AR. Essa alteração que ocorre tanto em modelos animais submetidos a estresse quanto no envelhecimento e na insuficiência cardíaca em humanos, pode indicar a importância do papel da sinalização ²2-AR nos eventos cardíacos associados a estes processos. Evidências recentes demonstram uma sobreposição dos mecanismos efetores dos ²2-AR acoplados a Gi e das sirtuínas, especialmente SIRT1 e SIRT3, através da via de sinalização PI3K-Akt. Neste estudo, objetivamos avaliar o papel das sirtuínas sobre a sinalização ²2 adrenérgica em tecido cardíaco de ratos submetidos ao estresse por choque nas patas. Este modelo de estresse tem sido utilizado para a investigação de mecanismos adaptativos presentes, principalmente, no coração. Este projeto propõe investigar a função cardíaca em ratos submetidos ao estresse por choque das patas e também os mecanismos moleculares envolvidos na sinalização ²2-AR e sua provável interação com a via de sinalização das sirtuínas. Os dados obtidos poderão auxiliar no entendimento do remodelamento adrenérgico pós-estresse e suas consequências no prognóstico de eventos cardíacos. (AU)