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O uso do escore poligênico como uma ferramenta de determinação de risco de esquizofrenia

Processo: 17/20059-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2018
Vigência (Término): 30 de setembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Síntia Iole Nogueira Belangero
Beneficiário:Fernanda Talarico
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Esquizofrenia

Resumo

A esquizofrenia (SCZ) é uma doença mental grave, que abrange sintomas positivos, negativos edéficits cognitivos, com um curso crônico e debilitante. A doença apresenta uma incidência média de 1,5 casos novos por ano a cada 10.000 habitantes e parece ter etiologia multifatorial, sendo necessária a ação conjunta de fatores ambientais e genéticos para que se desenvolva a doença. A sua herdabilidade é estimada em 60-80%, sendo a sua taxa de recorrência entre parentes de 1 o grau com SCZ de 10%. Dentre os fatores ambientais associados à SCZ estão: o abuso de drogas e álcool, efeitos pré e peri natais, entre outros. Estudos genômicos em larga escala (GWAS) têm auxiliado na compreensão dos componentes genéticos relacionados a doença, identificando os principais polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs, do inglês single nucleotide polymorphisms) e variações no número de cópias (CNVs, do inglês copy number variations). Recentemente, o consórcio internacional de genética psiquiátrica (PGC, Psychiatric Genetics Consortium)desenvolveu uma ferramenta para, a partir de uma amostra de mais de 35 mil pacientes com SCZe mais de 100 mil controles, calcular o risco genético de cada indivíduo para desenvolver SCZ.Nessa ferramenta, denominada escore poligênico de risco (PRS, Polygenic Risk Score), as variantes associadas com a doença são somadas, resultando num escore de risco individual. O PRS tem sido bastante utilizado como uma variável de risco genético e correlacionado com diversas variáveis clínicas, neuropsicológicas, de neuroimagem entre outros. Essa ferramenta tem sido capaz de explicar até 30% da diferença entre casos e controles. Com isso, o objetivo do presente projeto é aplicar o PRS em uma amostra brasileira de pacientes com SCZ e controles, a fim de observar fatores genéticos e ambientais de risco e de proteção para a doença. Para isso, iremos utilizar o GWAS de referência do PGC, a plataforma Michigan Imputation Server paraimputação da genotipagem, os programas PRSice e Plink para gerar o escore e o RStudio para identificar a relação do escore com fatores ambientais e outras variantes genéticas. Iremoscomparar os controles com alto escore com os pacientes com baixo e alto escore, de forma aencontrar mecanismos associados com a resiliência nos controles e com o desenvolvimento da doença nos pacientes. Assim, nesse projeto, pretendemos identificar fatores ambientais e genéticos de risco e de proteção, auxiliando no entendimento da fisiopatologia da SCZ, e tentando impedir, no futuro, novos casos da doença. (AU)