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Determinação dos exossomos como os responsáveis pelo efeito cardioprotetor parácrino das células-tronco mesenquimais pós-Infarto Agudo do Miocárdio

Processo: 17/17296-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2018
Vigência (Término): 31 de agosto de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:José Eduardo Krieger
Beneficiário:Nathalia Corrêa de Almeida Oliveira
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/17368-0 - Genômica cardiovascular: mechanismos & novas terapias - CVGen mech2ther, AP.TEM
Assunto(s):Cardiologia   Exossomos   Infarto do miocárdio   Células-tronco mesenquimais   Células estromais   MicroRNAs   Terapia baseada em transplante de células e tecidos

Resumo

O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é caracterizado pelo suprimento inadequado do fluxo sanguíneo para o tecido, o que gera danos celulares irreversíveis, como a morte de cardiomiócitos. Uma vez que as células cardíacas adultas não apresentam capacidade regenerativa, haverá um comprometimento na reparação do tecido após a lesão. Diversos trabalhos vêm utilizado as células estromais do tecido adiposo (ASC) na tentativa de reparar o dano ao miocárdio infartado. Esses estudos demostraram que o transplante das ASC geralmente reduz o tamanho do infarto, melhora a fração de injeção do ventrículo esquerdo, reduz a apoptose dos cardiomiócitos, aumenta a densidade vascular e a perfusão do miocárdio. Contudo, estudos em roedores e porcos demonstraram que mesmo com injeção intramiocárdica, apenas uma pequena quantidade de ASCs transplantadas eram capazes de realizar o enxerto e sobreviver após quatro semanas da injeção, o que sugere que as ASC apresentam um efeito pleiotrópico. Essa ação parácrina das MSCs pode estar sendo mediada pelos exossomos, vesículas que apresentam um diâmetro entre 30-100nm e que são secretadas por diversos tipos celulares. A função dos exossomos parece estar relacionada com a comunicação extracelular, por carrearem e transferirem diversos componentes como, citocinas, proteínas, lipídios, mRNA e microRNAs (miRNAs) para outras células. Com isso, o objetivo desse trabalho é avaliar se os exossomos de células estromais do tecido adiposo estão associados ao efeito cardioprotetor induzido pelo transplante destas células no pós-infarto do miocárdio e compreender melhor os mecanismos responsáveis por esses efeitos benéficos, uma vez que ainda não foram claramente elucidados. (AU)