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Mudanças no uso da terra em microbacias hidrográficas e impactos nos recursos naturais e na população humana

Processo: 18/00620-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de março de 2018
Vigência (Término): 31 de outubro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geografia Física
Pesquisador responsável:Edson Luís Piroli
Beneficiário:Leonardo Auge Levyman
Instituição-sede: Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Ourinhos. Ourinhos , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/14979-0 - Mudanças no uso da terra em microbacias hidrográficas e impactos nos recursos naturais e na população humana, AP.R
Assunto(s):Gestão ambiental   Geoprocessamento   Sensoriamento remoto   Deposição de sedimentos   Erosão do solo

Resumo

A apropriação do espaço pelo homem e por suas atividades nas áreas rurais e urbanas promove mudanças no uso da terra e alterações no ciclo hidrológico, resultando na redução das taxas de infiltração, e no aumento do escoamento superficial. Como consequência, aumentam os episódios de inundação e as taxas de erosão e assoreamento, sobretudo quando a cobertura do solo é alterada ou suprimida. Os municípios de Avaré e de Ourinhos - SP, fundados no início do século XX, sofreram considerável alteração nas coberturas vegetais de seus territórios ao longo de suas histórias, abrigando inicialmente o ciclo do café e, atualmente, os cultivos de cana-de-açúcar, milho, soja e pastagens. Ambos tiveram aumento constante de suas populações, que nos dias de hoje são essencialmente urbanas. Este processo contribuiu para que suas microbacias fossem modificadas principalmente nas áreas urbanizadas onde estas tem sido contínua e amplamente impermeabilizadas. Neste contexto, o objetivo deste projeto é analisar a relação entre as transformações no uso da terra ocorridas nas últimas décadas nas microbacias hidrográficas do Córrego da Onça (Avaré) e Água da Veada (Ourinhos), os processos erosivos e de assoreamento resultantes, a geração de escoamento superficial e as inundações ocorridas nas áreas estudadas nos anos de 1972, 2004 e 2016, bem como os impactos sobre a população residente nestes locais. Serão avaliados também a percepção dos gestores públicos e da população residente nas áreas acerca das causas e consequências dos processos e problemas relativos à temática trabalhada. Os resultados deverão servir de subsídio ao planejamento, ao manejo e à gestão ambiental das microbacias hidrográficas estudadas. Espera-se ainda que a metodologia seja reproduzida em outras áreas, com características semelhantes e que possa auxiliar na solução e na prevenção das crises hídricas que tem aumentado em função da falta de conhecimento e de modelos de gestão sistêmicos da natureza e pela desconsideração dos impactos que decisões não ordenadas trazem sobre os recursos naturais, sobretudo a água, o solo, a vegetação, a fauna silvestre e os mesoclimas regionais. (AU)