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Efeito da exposição à fumaça de cigarro em modelo experimental murino na reativação da paracoccidioidomicose

Processo: 17/12374-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2018
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Gil Benard
Beneficiário:Flaviano Luiz Batista da Silva
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Infectologia   Tabagismo   Poluição por fumaça de tabaco   Micoses   Paracoccidioidomicose   Macrófagos alveolares

Resumo

A paracoccidioidomicose (PCM) é uma micose sistêmica, endêmica na América Latina. As manifestações clínicas da doença geralmente resolvem espontaneamente; entretanto o fungo pode persistir de forma latente com o posterior desenvolvimento de doença, através da reativação endógena, evento que pode coincidir com uma alteração do sistema imune do hospedeiro. Nesse contexto, a alta frequência de tabagismo entre pacientes com PCM, ultrapassa 93%, e parece ser um fator de risco para o desenvolvimento da micose. Estudos prévios, demonstraram o efeito imunomodulador do cigarro por meio da via eferente acetilcolinérgica do nervo vago, que sinaliza para os tecidos periféricos via receptores nicotínicos da acetilcolina interrompendo a produção de citocinas pró-inflamatórias pelos macrófagos alveolares. Além disso, enquanto alguns estudos mostram que as alterações fibróticas pulmonares são decorrentes de um estímulo antigênico persistente, outros apontam o tabagismo como principal causa das incapacidades e alterações funcionais nos pacientes. Dessa forma, o estudo sobre a influência do tabagismo em um modelo experimental murino de PCM é uma das possíveis formas de analisar o impacto do tabagismo na reativação e também nas sequelas respiratórias da doença. (AU)