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Caracterização da astrogliopatia por tau no envelhecimento e em doenças neurodegenerativas

Processo: 16/24326-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2018
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Ricardo Nitrini
Beneficiário:Roberta Diehl Rodriguez
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Tauopatias   Doenças neurodegenerativas   Neurologia

Resumo

As doenças neurodegenerativas são a principal causa de demência e caracterizam-se por ser um grupo heterogêneo de doenças. O mecanismo associado às doenças neurodegenerativas frequentemente não é o mesmo, porém esse grupo de doenças compartilha algumas características como a presença de agregados anormais de proteínas. A presença de agregados anormais de proteína tau é uma das características de um grupo de doenças neurodegenerativas conhecido como tauopatias. O depósito de proteína tau é observado em neurônios e células gliais nas tauopatias, porém seu significado ainda é pouco compreendido. Até o momento, a maioria dos estudos focou-se no envolvimento das células neuronais, no entanto estudos recentes têm demonstrado que as células gliais, até então consideradas coadjuvantes passivos, exercem um papel importante na propagação da doença. A introdução de novos anticorpos na análise imuno-histoquimica tem proporcionado a identificação de lesões astrogliais no encéfalo no envelhecimento cerebral com e sem a presença de outras alterações neuropatológicas. O objetivo do presente estudo é analisar a frequência da patologia astroglial em encéfalos sem e com patologia neurodegenerativa, caracterizar tais lesões neuropatológicas e avaliar seu impacto no desenvolvimento dos sintomas clínicos. Serão analisados encéfalos provenientes do Banco de Encéfalos Humanos do Grupo de Estudos em Envelhecimento Cerebral. Inicialmente será realizado um rastreio de patologia tau astroglial com imuno-histoquímica utilizando anticorpo contra proteína tau hiperfoforilada. Adicionalmente, uma análise imuno-histoquímica mais ampla para caracterizar os agregados de proteína tau e análise genética para avaliar uma possível influência da ancestralidade será realizada. A proposta do nosso estudo é contribuir para a compreensão do papel da patologia tau astroglial no envelhecimento cerebral e na neurodegeneração. (AU)