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Avaliação dos torques passivo e excêntrico de flexão e extensão do joelho e tornozelo em diabéticos do tipo 2 com e sem neuropatia periférica

Processo: 17/09050-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2018
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Pesquisador responsável:Tania de Fatima Salvini
Beneficiário:Jean de Paula Ferreira
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):19/07563-7 - Revertendo a neuropatia diabética periférica através do exercício, BE.EP.DR
Assunto(s):Diabetes mellitus   Neuropatias diabéticas

Resumo

A diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença crônica e epidêmica, que se instala por meio de um mecanismo inflamatório associado à obesidade visceral. Devido à inflamação, o músculo esquelético pode sofrer perda de massa e força desde o início da doença. Além disso, a DM2 está associada à neuropatia diabética periférica (NDP), enrijecimento do colágeno, aumento do estresse oxidativo que também afetam o músculo. No entanto, as alterações da função musculoesquelética foram pouco investigadas nesses indivíduos. Em um recente estudo do nosso laboratório, observamos a diminuição do torque concêntrico e isométrico e uma manutenção do torque excêntrico do joelho e tornozelo em sujeitos com DM2, independente da presença da NDP. A redução do torque concêntrico e isométrico tem sido associada ao aumento da inflamação que leva à atrofia muscular. Ausência de alteração no torque excêntrico desses indivíduos provavelmente esteja associada a maior rigidez do colágeno e de estruturas não contráteis do músculo esquelético. A análise do torque passivo permitirá analisar a resistência elástica das estruturas do músculo esquelético desses indivíduos. Para verificar se a manutenção do torque excêntrico não está associada a alterações das estruturas contráteis musculares, seria importante analisar a atividade eletromiográfica (EMG) do músculo. Assim, o objetivo deste estudo é analisar o torque passivo e excêntrico de flexão e extensão do joelho e tornozelo em diferentes velocidades de movimento (5°/s, 30°/s e 60°/s), associado à análise da atividade EMG, em dois grupos de indivíduos com DM2, com e sem NDP, comparados a um grupo controle sem DM. A hipótese do estudo é que portadores de DM2, com e sem NDP, apresentarão aumento do torque passivo e manutenção do torque excêntrico em ambas as articulações, quando comparados ao grupo controle. O torque será avaliado em dinamômetro isocinético (Biodex, system 3), sincronizado ao equipamento de EMG de superfície (Trigno, Delsys). A NDP será analisada por meio do protocolo Michigan para rastreio da neuropatia e sua classificação será feita por meio de um sistema de lógica Fuzzy. O controle glicêmico será verificado por meio do teste de hemoglobina glicada para confirmar a condição de DM2. Todos os dados serão submetidos aos testes de Kolmogorov- Smirnov e Levene e para testar a normalidade e homogeneidade na distribuição. Caso a distribuição seja normal, serão aplicados testes de ANOVA One Way com post hoc de Tukey, para comparar os grupos em relação às características clínicas e demográficas, torques passivo e excêntrico e sinal eletromiográfico. Será considerado um grau de significância de 5%. Caso os dados não sejam normais serão aplicados o teste de Kruskal-Wallis com Mann Whitney e o nível de significância será ajustado de acordo com o número de comparações.