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Sistemática e paleoecologia dos bivalves da formação crato (eocretáceo), NE do Brasil: significado paleoambiental e paleogeográfico

Processo: 17/22036-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2018
Vigência (Término): 30 de setembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Marcello Guimarães Simões
Beneficiário:Victor Ribeiro da Silva
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Cretáceo   Tafonomia   Sistemática   Estratigrafia

Resumo

A Formação Crato, Aptiano, Bacia do Araripe, NE do Brasil, compreende uma sucessão carbonática-siliciclástica-evaporítica, com cerca de 65 metros de espessura, gerada durante a fragmentação do Gondwana. A unidade é reconhecida por conter um dos mais importantes depósitos de preservação excepcional (Konservat-Lagerstätten) do Cretáceo, onde numerosos fósseis de plantas, vertebrados e invertebrados estão registrados. A sucessão sedimentar inclui rochas terrígenas e carbonáticas depositadas em ambiente lacustre, seguidas de lamitos e depósitos de sabkha, gerados em ambientes de intermaré e supramaré, respectivamente. A sucessão vertical mostra aumento gradual das condições de salinidade, culminando com os evaporitos da Formação Ipubi. A despeito disso existem diversas controvérsias relativas às condições ambientais reinantes durante a deposição da Formação Crato. Em particular, a influência marinha durante certos intervalos estratigráficos necessita ainda de comprovação, especialmente nos depósitos siliciclásticos-carbonáticos situados acima do banco basal de calcários laminados, ricamente fossilíferos. Nesse contexto, o presente projeto tem por objetivo a descrição formal de uma fauna de bivalves registrada em siltitos arenosos, amarelados, com cerca de 60 centímetros de espessura, situada acima do principal banco de calcários laminados. O objetivo principal é verificar: 1- a composição taxonômica da fauna; 2- suas afinidades paleobiogeográficas, e 3- as condições deposicionais que geraram as camadas ricas em bivalves. A hipótese a ser testada é a de que pode ter ocorrido uma breve ingressão marinha na Bacia do Araripe, antes da deposição da Formação Ipubi. Essa assunção tem importantes implicações para as reconstruções paleogeográficas da Bacia do Araripe, durante a abertura do Oceano Atlântico Sul, no Eocretáceo. Para cumprir com os objetivos propostos uma grande coleção de bivalves fósseis (>150 espécimes) já está disponível para estudo imediato no IBB/UNESP, a qual será analisada através de procedimentos paleontológicos padrão. Finalmente, o projeto poderá prover também dados adicionais sobre a direção das ingressões marinhas no Eocretáceo da Bacia do Araripe, tema de extrema relevância para a geologia das bacias sedimentares do interior do nordeste brasileiro. (AU)

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