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Três estudos sobre dependência e interação espacial usando dados brasileiros

Processo: 18/00043-5
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 01 de julho de 2018
Vigência (Término): 31 de março de 2019
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Economia - Economia Regional e Urbana
Pesquisador responsável:André Luis Squarize Chagas
Beneficiário:André Luis Squarize Chagas
Anfitrião: Sandy Dallerba
Instituição-sede: Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Illinois at Urbana-Champaign, Estados Unidos  
Assunto(s):Cana-de-açúcar

Resumo

Este projeto visa implementar aplicações de econometria espacial em três frentes diferentes, dentro de uma única linha de pesquisa: a aplicação de métodos econométricos espaciais a problemas econômicos e sociais. O primeiro estudo refere-se aos efeitos da implantação das faixas de ônibus e faixas de bicicleta em São Paulo no setor imobiliário. A literatura teórica e empírica indica que as políticas deste tipo têm um impacto positivo nos preços da habitação. No entanto, esses estudos são escassos no Brasil e a aplicação de econometria espacial e dados longitudinais é apropriada. Especificamente, busca-se implementar um método de diferença em diferenças com dados espaciais, desenvolvido pelo bolsista recentemente. No segundo estudo, aprofunda-se trabalho anterior do bolsista sobre os impactos econômicos e sociais da produção de cana-de-açúcar, com foco na chamada Indirect Land Use Change (ILUC), olhando para o desmatamento causado indiretamente pela produção de cana de açúcar, no caso desta deslocar outras culturas para as áreas florestais. A maioria dos modelos de medição da ILUC não inclui controles espaciais. A dependência espacial é característica do processo de mudança indireta do uso da terra, com fatores de localização que influenciam a distribuição espacial da matéria-prima empregada nas atividades potencialmente deslocadas pelos biocombustíveis. No caso da ILUC, essa dependência é ainda mais importante, devido ao aspecto inercial do desmatamento - isto é, tende a ocorrer em áreas próximas a áreas já desmatadas - e difusivas. O terceiro estudo apresentará novas evidências sobre ofensas ambientais no Brasil. A estratégia do IBAMA, a agência oficial brasileira, para dissuadir as violações é baseada em grandes operações e na imposição de multas pecuniárias aos infratores para sinalizar sua vontade de monitorar e fazer cumprir a lei. Nessa frente, busca-se investigar as seguintes questões: as sanções aplicadas pelo IBAMA, especialmente as multas, dissuadem os criminosos reais e potenciais? Existem padrões espaciais ou temporais que afetem as violações? Para isso, busca-se dados sobre as ofensas contra a flora e as multas aplicadas nos municípios brasileiros entre 1998 e 2015. O trabalho apresenta uma contribuição para a literatura existente, incorporando controles espaciais em um painel dinâmico. Para lidar com potencial endogeneidade entre multa e valores das multas, desenvolveremos e aplicaremos um estimador de máxima verossimilhança com informação limitada espacial - Spatial Limited Information Maximum Likelihood (SLIML) que explica a endogeneidade das taxas de sanção para estimar os modelos de painel.

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