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Entre fé, autores e leitores: Frei Benevenuto de Santa Cruz e a Livraria e Editora Duas Cidades (São Paulo, 1954-2006)

Processo: 17/14191-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2018
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Wilton Carlos Lima da Silva
Beneficiário:Hugo de Carvalho Quinta
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil
Assunto(s):Trajetória   Editoração

Resumo

Este projeto tem por objeto, a partir de um acervo familiar, a trajetória do fundador e editor da Livraria e Editora Duas Cidades (São Paulo, 1954-2006), o dominicano Frei Benevenuto de Santa Cruz. O religioso, que abandonou a ordem em 1971, foi responsável pela criação da livraria que se tornou um dos mais importantes polos culturais e intelectuais da capital paulista, e um espaço de sociabilidades e de formação e circulação de ideias (com frequentadores como Antonio Candido, Augusto de Campos, Marilena Chauí, Celso Lafer, Rogério Cerqueira Leite e José Arthur Giannotti), ao mesmo tempo em que, como editora, lançou originais de Mário de Andrade (a partir das pesquisas de Telê Porto Ancona Lopez e de Oneyda Alvarenga), obras de jovens poetas (Francisco Alvim, José Paulo Paes, Orides Fontela, Alcides Villaça, Paulo Henriques Britto, Maria Lúcia Alvim) e intelectuais que posteriormente se tornaram referências em suas áreas (além de Antônio Cândido e Augusto de Campos, João Luiz Lafetá, João Alexandre Barbosa, José Miguel Wisnik, Roberto Schwarz, Décio Pignatari, Gilda Rocha de Mello e Souza, Lygia Sigaud, entre outros).O personagem, ao mesmo tempo em que promovia o plano editorial e gerenciava a editora e a livraria, estabeleceu relações tanto pessoais quanto comerciais com os autores, representantes de setores significativos da intelectualidade e da literatura no período, de forma que o acervo da Duas Cidades se apresenta como resultado de um projeto pessoal e um referencial de análise da vida intelectual paulista durante a existência da empresa, enquanto produtora de bens simbólicos.