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Modelagem do clima urbano: dinâmicas e cenários

Processo: 17/03514-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2018
Vigência (Término): 30 de setembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Geografia
Pesquisador responsável:Margarete Cristiane de Costa Trindade Amorim
Beneficiário:Renata dos Santos Cardoso
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Presidente Prudente. Presidente Prudente , SP, Brasil
Assunto(s):Microclima urbano   Ilhas de calor

Resumo

As cidades apresentam cenários de transformações com grande heterogeneidade de paisagens em áreas reduzidas, superfícies construídas com propriedades térmicas e albedos distintos, além de cobertura vegetal arbórea reduzida que, associadas às atividades antropogênicas, provocam alterações na dinâmica da atmosfera e, consequentemente, nos elementos climáticos. Tendo em vista a complexidade dos processos dinâmicos dentro do ambiente urbano, a hipótese desse estudo é a de que as áreas com morfologias e coberturas da superfície distintas promovem diferentes interações entre a superfície, a vegetação, os edifícios e a atmosfera. Assim, são gerados microclimas específicos com dinâmicas que influenciam a formação de ilhas de calor e intensificam seus efeitos no intraurbano, e que necessitam, portanto, de estratégias também específicas para cada arranjo de paisagem com o intuito de melhorar as temperaturas urbanas. Diante do desafio em mensurar os processos físicos inerentes a esse sistema complexo, a modelagem do clima urbano se apresenta como uma metodologia que possibilita a simulação e melhor compreensão da dinâmica microclimática, desde o seu diagnóstico até a projeção de cenários futuros. Nesse sentido, esse estudo tem como objetivo investigar as interações superfície-vegetação-edifícios-atmosfera que geram microclimas urbanos em cidade de médio porte tropical. Com o uso do modelo microclimático tridimensional ENVI-met, pretende-se simular as condições atuais em Presidente Prudente-SP, projetar cenários futuros e propor estratégias de intervenções mais localizadas para amenizar situações de desconforto térmico para a população. As simulações serão realizadas em áreas com diferentes tipos de construções e cobertura da terra, representativas das paisagens típicas da cidade, conforme o sistema de classificação de "zonas climáticas locais" (LCZ). Após a seleção dessas áreas, serão levantadas informações sobre a configuração geométrica, os principais materiais construtivos e a vegetação local. Em seguida, serão medidos os dados observacionais (temperatura do ar, da superfície e dos alvos, umidade do ar, direção e velocidade do vento), nos períodos de verão e de inverno, para alimentar as simulações no modelo. Na próxima etapa serão executadas as projeções, que simularão a dinâmica da atmosfera local em interação com a área urbana. Além disso, serão inseridas alterações nos parâmetros iniciais utilizados para projetar cenários futuros com o intuito de testar arranjos urbanos que contribuam para a melhoria das condições microclimáticas. Através dos resultados, pretende-se avaliar o impacto da forma urbana e do tipo de cobertura da terra no microclima, bem como propor estratégias de mitigação que poderão ser adotadas em diferentes áreas de Presidente Prudente, e utilizadas como referência em outras cidades para promover ambientes agradáveis e saudáveis para os habitantes.