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Avaliação do efeito terapêutico da butenafina na leishmaniose tegumentar americana

Processo: 17/09405-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2018
Vigência (Término): 30 de setembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Luiz Felipe Domingues Passero
Beneficiário:Adriana Bezerra de Souza
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB-CLP). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus Experimental do Litoral Paulista. São Vicente , SP, Brasil
Assunto(s):Doenças negligenciadas   Reposicionamento de fármacos   Leishmaniose

Resumo

As leishmanioses são doenças causadas por diversas espécies de protozoários pertencentes ao gênero Leishmania, afetando milhares de pessoas ao redor do mundo. A doença pode apresentar diferentes formas clínicas, dependendo da espécie do parasito envolvida, seu tropismo e da sua relação com o as células hospedeiras. Esta doença ocorre em 98 países em cinco continentes, apresentando, portanto, grande importância médica-epidemiológica. Ainda assim, a única forma de tratamento utilizada é efetuada com os antimoniais e a anfotericina B. Estes medicamentos, porém, apresentam efeitos tóxicos aos pacientes, ocasionando o abandono da terapia. Considerando esse fato, faz-se necessária a busca por novos fármacos protótipos. Neste sentido, iniciamos estudos com diversos fármacos anti-fúngicos, e um deles, a Butenafina, que é uma benzilamina, apresentou uma potente atividade contra as formas promastigotas e amastigotas de Leishmania (Leishmania) amazonensis e Leishmania (Vianna) braziliensis, sugerindo que este composto pode ser efetivo em estudos in vivo. Assim, este projeto de mestrado objetiva avaliar a eficácia in vivo da butenafina, em uso tópico e sistêmico, em camundongos machos da linhagem BALB/c infectados com L. amazonensis. Camundongos BALB/c serão infectados com L. amazonensis, e após quatro semanas o tratamento tópico e sistêmico serão iniciados por aproximadamente 15 dias. Os tamanhos das lesões serão mensurados semanalmente durante a progressão da doença. Após 2 semanas do fim do tratamento, os animais serão sacrificados, e o parasitismo tecidual será avaliado. A resposta imune celular dos animais será mensurada através da quantificação dos níveis de IFN- ³, IL-12, IL-4 e IL-10. Além disso, alterações bioquímicas serão analisadas através da quantificação de ALT, AST, creatinina e ureia. Estudo histopatológico será realizado na pele dos animais. O efeito terapêutico da butenafina será comparado com o efeito do glucantime. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
BEZERRA-SOUZA, ADRIANA; FERNANDEZ-GARCIA, RAQUEL; RODRIGUES, GABRIELA F.; BOLAS-FERNANDEZ, FRANCISCO; LAURENTI, MARCIA DALASTRA; PASSERO, LUIZ FELIPE; LALATSA, AIKATERINI; SERRANO, DOLORES R. Repurposing Butenafine as An Oral Nanomedicine for Visceral Leishmaniasis. PHARMACEUTICS, v. 11, n. 7 JUL 2019. Citações Web of Science: 0.

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