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Programas inovadores de pré-sincronização, sincronização e ressincronização para IATF em vacas leiteiras

Processo: 17/15904-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de abril de 2018
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Reprodução Animal
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Roberto Sartori Filho
Beneficiário:Carlos Eduardo Cardoso Consentini
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Assunto(s):Fertilidade   Bos taurus   Hormônio liberador de gonadotropina

Resumo

O objetivo do projeto é otimizar a eficiência reprodutiva de vacas leiteiras em propriedades brasileiras. O principal protocolo de IATF utilizado no Brasil é à base de estradiol (E2) e progesterona (P4), no entanto, 60% das vacas não sincronizam perfeitamente e o uso de pré-sincronização não melhorou a eficiência desta sincronização. Por outro lado, protocolos à base de hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH), quando iniciados em um momento ideal do ciclo estral, fato obtido através de uma pré-sincronização, promovem uma eficiente sincronização, concentrações ótimas de P4 durante o crescimento folicular e excelente fertilidade. Dito isto, no experimento 1 (EXP1), as vacas serão submetidas a uma pré-sincronização prévia ao protocolo de sincronização à base de GnRH para a primeira IATF pós-parto. Optamos por utilizar este programa reprodutivo pois nenhum estudo fez uso de uma pré-sincronização associada a protocolos à base de GnRH no Brasil, e acreditamos que com esta estratégia, ocorra um incremento na taxa de concepção de 30-40 para 45-50%. O que será testado de fato no EXP1, são diferentes estratégias de indução da ovulação no protocolo de IATF. Quando se usa cipionato de estradiol (CE) como indutor de ovulação, existe a comodidade de sua aplicação ocorrer juntamente com a retirada do dispositivo de P4, o que diminui o número de manejos; outro aspecto é que um maior número de vacas expressam cio, o que em alguns trabalhos melhorou a fertilidade de vacas leiteiras. No entanto, as ovulações em resposta ao CE ocorrem de maneira muito dispersa o que faz com que uma proporção de vacas esteja sendo inseminadas em momentos não ideais com relação a ovulação, prejudicando a fertilidade. Por outro lado, quando se utiliza GnRH como indutor de ovulação, de fato, menos vacas expressam cio, porém as ovulações são mais concentradas e a fertilidade é alta. Portanto, no EXP1, 1200 vacas serão submetidas a pré-sincronização e distribuídas em 3 grupos (protocolos de IATF) com GnRH+P4 no D0. Todos animais receberão duas prostaglandinas (PGF), no D6 e D7. No grupo CE, a ovulação será induzida com CE administrado no momento da retirada do dispositivo de P4; já no grupo CE/G, as vacas receberão CE no D7, porém somente como suplementação de E2, já que a ovulação será induzida com GnRH 32 horas após a retirada do implante de P4. Por fim, no grupo G, as vacas serão tratadas somente com GnRH 32 horas após a retirada do implante de P4. A IATF ocorrerá 48 horas após a retirada do dispositivo de P4 nos 3 grupos. Ainda no EXP1, uma proposta inovadora, já que nenhum trabalho realizou este tipo de estudo no Brasil, será a avaliação de enfermidade uterina através do dispositivo Metricheck nos dias 35 e 43 pós-parto. A proposta é avaliar a prevalência de endometrite em propriedades brasileiras, assim como impacto da enfermidade na performance reprodutiva das vacas. Por último, no experimento 2 (EXP2), o objetivo é incrementar a fertilidade de vacas ressincronizadas. Cerca de 15 a 40% das vacas não apresentam corpo lúteo (CL) ativo no início da ressincronização, e tal fato está associado a uma baixa fertilidade. Levando em consideração que protocolos iniciados com BE não sincronizam eficientemente a emergência de onda folicular e ainda ocasionam luteólise em cerca de 40% dos animais, talvez o uso de BE na ressincronização, fisiologicamente, não seja o mais ideal para atingir resultados satisfatórios de fertilidade. Quando usamos GnRH no início, não existe o risco de luteólise, além de gerar um CL advindo da ovulação. Portanto, no EXP2, 32 dias após a IATF anterior, 800 vacas leiteiras diagnosticadas não gestantes, serão distribuídas em dois grupos (protocolos de ressincronização da IATF): grupo BE/G, no qual o protocolo se inicia com BE+GnRH e grupo G, no qual as vacas serão tratadas somente com GnRH. A continuação do protocolo é igual para os dois grupos: PGF no D7 e D8, CE no D8 e IATF no D10. (AU)