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Identificação de correlatos neurais da percepção de tempo e escolha intertemporal: uma abordagem desenvolvimentista

Processo: 17/20875-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de abril de 2018
Vigência (Término): 30 de setembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Experimental
Pesquisador responsável:Yossi Zana
Beneficiário:Janine Ribeiro Camatti
Instituição-sede: Centro de Matemática, Computação e Cognição (CMCC). Universidade Federal do ABC (UFABC). Ministério da Educação (Brasil). Santo André , SP, Brasil
Assunto(s):Percepção de tempo   Tomada de decisão   Atividade cerebral   Desenvolvimento cognitivo   Neurociência cognitiva   Economia comportamental   Adolescentes   Adultos

Resumo

Investigações na área de Neuroeconomia têm como objetivo compreender os mecanismos cognitivos neurológicos e cognitivos que originam o comportamento econômico do indivíduo. Uma das questões mais relevantes na área é a escolha intertemporal, decisões que envolvem consequências que podem variar ao longo do tempo. Em regras gerais, humanos aplicam uma taxa variável de desvalorização: taxas de desconto são mais altas para recompensas esperadas em um futuro próximo do que para recompensas esperadas em um período de tempo mais distante. Uma explicação para essa inconsistência é um possível viés na percepção de tempo, i.e., a magnitude dos intervalos de tempo nas tarefas é percebida não linearmente. Entretanto, estudos recentes sugerem que a percepção de tempo pode seguir uma tendência acelerada, linear ou desacelerada, dependendo do indivíduo. Não obstante, o paradigma atual é passível de confusão entre estimação de magnitude numérica e percepção de tempo. Estudos recentes sugeriram que o processo de escolha intertemporal consiste em dois sistemas: valoração e autocontrole, mas pouco se sabe da relação entre esses processos e a percepção de tempo. Nesse projeto de pesquisa, propomos localizar regiões cerebrais relacionadas à percepção de tempo, estimação de magnitude de numerais abstratos e taxa de desconto em adolescentes e adultos, além de investigar conectividade entre as áreas. Métodos incluem medidas comportamentais, derivações de funções psicofísicas, NIRS para localização de regiões e monitoramento da atividade cerebral. (AU)