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A atopia fundamental do sujeito: sobre a relação entre pertencimento e identidade a partir de Sartre e Barbaras

Processo: 17/24307-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2018
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia
Pesquisador responsável:Luiz Damon Santos Moutinho
Beneficiário:Fernanda Alt Froes Garcia
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):19/01190-4 - O conceito de atopia a partir da fenomenologia do pertencimento de Renaud Barbaras, BE.EP.PD
Assunto(s):Sujeito   Contingência   Fenomenologia (filosofia)   Identidade (psicologia)

Resumo

A presente pesquisa tem como objetivo investigar o conceito de atopia como modo de pertencimento não identitário do sujeito ao mundo. De início, pretendemos delimitar, a partir dequestões colocadas por Renaud Barbaras, qual é a importância da noção de pertencimento no que diz respeito à "questão do sujeito" no campo teórico da fenomenologia. Em seguida, e a partir desta questão, buscaremos mostrar de que modo uma nova maneira de se pensar o sujeito em Sartre,resultante de nossa pesquisa de Doutorado, revela finalmente a atopia como modo de pertencimento ao mundo e em que medida este ponto abre um debate em torno da concepção de sujeito como movimento em Barbaras. Segundo este autor, o problema da filosofia sartriana consiste justamente na impossibilidade de pensar o pertencimento do sujeito ao mundo. Isto posto, se em nossa tese confrontamos o que identificamos ser uma leitura dominante do pensamento de Sartre - que se caracteriza por ser uma leitura dualista - ao identificar um tipo especial de pertencimento que superaria tal problema, torna-se necessário demonstrar agora de que modo há não somente condições de resolvê-lo, mas, além disso, de que forma este resultado abre o campo de investigaçãopara novas formas de se pensar tal questão. Neste sentido, inspirados em algumas considerações sobre a atopia de Sócrates, buscaremos revelar como a impossibilidade de localização e classificação do sujeito atópico em "zonas identitárias" permite a compreensão da noção de identidade como um tipo de "lugar" (topos). Para tal, retomaremos as ideias sartrianas sobre o sujeito como fuga da contingência e busca de identificação a fim de pensar a relação entrepertencimento e identidade. (AU)