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Construção de plasmídeos recombinantes para identificação de determinantes do direcionamento e localização subcelular das glicoproteínas do vírus Oropouche

Processo: 18/03067-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de abril de 2018
Vigência (Término): 30 de junho de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia
Pesquisador responsável:Luis Lamberti Pinto da Silva
Beneficiário:Juan Oswaldo Concha Casaverde
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/02438-6 - Estudos com Bunyaviridae causadores de doença, AP.TEM
Assunto(s):Virologia   Arbovirus   Orthobunyavirus   Vírus Oropouche   DNA recombinante   RNA viral   RNA Replicase   Glicoproteínas   Interações vírus-célula   Plasmídeos

Resumo

O vírus Oropouche (OROV) é um arbovírus da família Peribunyaviridae, do gênero Orthobunyavirus associado à febre do Oropouche. O OROV se encontra presente em regiões urbanas de países da América Latina. Destacando-se a região Amazônica do Brasil, Venezuela e Peru, e outros países como Panamá, mas com crescente risco de atingir outras regiões das Américas diante da ação antrópica desequilibrada no ecossistema amazônico. O material genético do Oropouche é composto por RNA de polaridade negativa tripartido: segmento grande (L), segmento médio (M) e segmento pequeno (S). O segmento L codifica uma RNA-polimerase dependente de RNA (RdRp) responsável pela replicação e transcrição do genoma viral. O segmento S codifica o nucleocapsídeo (N) e a proteína não estrutural NSs. Já o segmento M codifica as glicoproteínas de superfície (Gc e Gn) e a proteína não estrutural NSm, que são produzidas a partir do processamento de um polipeptído precursor sintetizado no retículo endoplasmático (RE). Os Peribunyavirus entram nas células hospedeiras através do reconhecimento das suas glicoproteínas de envelope (Gc e Gn), por receptores celulares, que medeiam a endocitose viral. Embora, a correta incorporação de Gc e Gn nos virions em formação seja fundamental para a produção de partículas infecciosas, os mecanismos moleculares envolvidos nesse processo são pouco conhecidos. Dados da literatura, associados a resultados obtidos por nosso grupo de pesquisa, indicam que os Peribuniavirus utilizam membranas do complexo de Golgi como plataformas de montagem e brotamento de virions. Assim, torna-se relevante identificar os determinantes de tráfego intracelular: maquinaria de transporte, sinais de direcionamento e/ou retenção, que controlam a localização destas glicoproteínas de envelope no sítio de montagem viral. (AU)