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Efeitos de multiestressores ambientais nanoestruturados em um teleósteo neotropical: neurotoxicidade, metabolismo antioxidante e mecanismos de defesa

Processo: 17/20199-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2018
Vigência (Término): 31 de março de 2020
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:Valtencir Zucolotto
Beneficiário:Francine Perri Venturini
Instituição-sede: Instituto de Física de São Carlos (IFSC). Universidade de São Paulo (USP). São Carlos, SP, Brasil
Assunto(s):Óxido de grafeno   Neurotoxicidade   Nanotoxicologia

Resumo

A utilização de nanopartículas (NP) carbonáceas em diversas áreas vem crescendo exponencialmente, favorecendo sua presença no ambiente aquático. Tais NP podem ser utilizadas para aumentar a permeabilidade do sistema nervoso central à determinadas drogas de interesse, transpondo assim a barreira hematoencefálica. Outros tipos de poluentes estão presentes em corpos d'água, como os organofosforados (OP), biocidas neurotóxicos bastante utilizados em agricultura. Há poucos estudos sobre a toxicidade resultante da interação de diferentes xenobióticos na biota aquática, ainda que sua grande relevância ecológica seja conhecida, especialmente em espécies tropicais. Assim, este estudo avaliará a toxicidade de uma NP carbonácea, o óxido de grafeno (GO), em pacu (Piaractus mesopotamicus), individualmente e em conjunto com o organofosforado clorpirifós. Para tanto, são propostos os seguintes ensaios: 1) Estimativa da CL50;96h do GO para P. mesopotamicus; 2) Exposição sub-letal ao GO e ao clorpirifós (individualmente e em conjunto) e avaliação dos seguintes biomarcadores: atividade da acetilcolinesterase cerebral e metabolismo antioxidante hepático (geração de espécies reativas de oxigênio e atividade de catalase, superóxido dismutase e glutationa peroxidase); 3) Avaliação, in vitro, da atividade da glicoproteína-P (P-gp) em hepatócitos de P. mesopotamicus na presença de GO e de clorpirifós. Esta abordagem experimental fornecerá informações inéditas sobre a neurotoxicidade do GO a um teleósteo Neotropical, individualmente e em conjunto com um biocida OP, além de proporcionar a compreensão dos mecanismos envolvidos no desenvolvimento dessa toxicidade. Tais dados podem subsidiar ações regulatórias para concentrações seguras desta NP no ambiente aquático; além de elucidar o papel da P-gp na modulação da toxicidade destes compostos.

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