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Participação dos astrócitos na programação nutricional neonatal em camundongos

Processo: 17/23946-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2018
Vigência (Término): 31 de março de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Lucila Leico Kagohara Elias
Beneficiário:Erick Cabral Moreti
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Fisiologia endócrina   Inflamação   Hipotálamo   Leptina   Astrócitos   Ingestão de alimentos   Dieta hiperlipídica   Modelos animais

Resumo

Há, atualmente, um crescimento na taxa de prevalência de obesidade no mundo. Também, é crescente a prevalência as doenças crônicas relacionadas à obesidade, como o diabetes e doenças coronarianas isquêmicas. Diversas evidências apontam para a relação entre o desenvolvimento de obesidade, síndromes metabólicas e doenças crônicas e a nutrição do indivíduo durante o período pré-natal e neonatal, sugerindo a existência de um mecanismo de programação nutricional. Sabe-se que os neurônios do hipotálamo, em especial aqueles do núcleo arqueado, exercem papel central no controle da homeostase energética, ação mediada por hormônios, com destaque para a leptina, sobre os neurônios que expressam neuropetideos anorexígenos e orexígenos presentes nesta região do sistema nervoso central. Recentemente, tem-se atentado também para a função das células astrocitárias no controle da homeostase energética. Reconhecidos por seu papel na sustentação e nutrição dos neurônios, regulação do fluxo sanguíneo no cérebro, controle da barreira hematoencefálica e formação e manutenção das sinapses, os astrócitos também possuem receptores para a leptina (LEPR). Em modelos de exposição crônica à dieta hiperlipídica se nota o desenvolvimento de inflamação hipotalâmica com manutenção de altos níveis de leptina circulante, ativação da via de TLR4 em neurônios e em astrócitos, mudanças na morfologia astrocitária e, concomitantemente, tem-se o desenvolvimento de resistência central à leptina. Experimentos realizados com camundongos mostraram que a expressão de GFAP, um marcador de astrócitos, é alterada com a programação nutricional no período pré e pós natal. Nesse sentido, o presente trabalho adotará o modelo de manipulação do tamanho da ninhada, com estabelecimento de uma ninhada pequena, uma de tamanho normal e uma grande, variando, desta forma, a disponibilidade de alimentos no período de aleitamento neonatal, o impacto no peso corporal e ingestão alimentar na vida juvenil e adulta e a participação dos astrócitos nesse processo. Para tanto, será analisada a morfologia astrocitária e a expressão de genes relacionados com a ação da leptina nestas células e com a inflamação hipotalâmica. (AU)