Busca avançada
Ano de início
Entree

Pratique o que você prega!: o papel da consistência de informantes na confiança seletiva de pré-escolares

Processo: 17/26886-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2018
Vigência (Término): 31 de março de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia do Desenvolvimento Humano
Pesquisador responsável:Débora de Hollanda Souza
Beneficiário:Virginia Battistelli Celestino
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Teoria da mente   Linguagem   Discurso (oratória)   Confiança   Informação   Crianças   Pré-escolar   Educação infantil   Aprendizagem escolar

Resumo

Crianças aprendem sobre o mundo e sobre como ele funciona não apenas através da experiência direta, mas também através do testemunho de outras pessoas. Contrariando uma crença predominante em muitas culturas de que as crianças acreditam em tudo o que ouvem, pesquisas recentes sobre confiança seletiva têm demonstrado que elas não são consumidoras ingênuas de informação. Por exemplo, já há evidências de que crianças de 3 e 4 anos preferem aprender algo novo de uma pessoa que consistentemente fornece informações corretas e não de uma pessoa que, com frequência, oferece informações incorretas. Além disso, elas preferem aprender algo de alguém que é um especialista no assunto a ser aprendido, alguém que se mostra confiante no seu testemunho, ou ainda alguém que se mostra inteligente, honesto e bom. Um aspecto do desenvolvimento da confiança seletiva que permanece inexplorado, no entanto, é a sua relação com a observação das crianças sobre a coerência entre o testemunho de seus informantes e o comportamento dos mesmos. Será que as crianças levam em consideração evidências de correspondências ou contradições entre o que os seus informantes dizem (e.g., "Você não deve mentir nunca!") e o que eles fazem para tomar decisões sobre se devem ou não confiar nesses informantes? Dando continuidade a um estudo iniciado no Institute of Child Development (UMN, processo FAPESP n° 2013/11050-9) pela orientadora da candidata, a presente proposta tem como objetivo investigar se crianças pré-escolares brasileiras levam em consideração inconsistências entre o comportamento e o discurso de um informante (i.e., "Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço!") para tomar decisões sobre quem deve ser objeto da sua confiança em situações de aprendizagem nova. (AU)