Busca avançada
Ano de início
Entree

Moçambique, a fonte dos Wamakonde: associações e mobilizações políticas de exilados moçambicanos no Tanganyika (1922-1972)

Processo: 17/24366-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2018
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História
Pesquisador responsável:Lucilene Reginaldo
Beneficiário:Felipe Barradas Correia Castro Bastos
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):19/05322-2 - Coleta de dados sobre contextos históricos pertinentes à produção de commodities, agência humana e fenômenos migratórios entre Moçambique e a África Oriental britânica (1880 - 1970), BE.EP.DR
Assunto(s):História da África   Associativismo   Descolonização   Grupos étnicos   Povos, tribos e culturas   Século XX   Moçambique   Tanzânia

Resumo

Conforme a colonização portuguesa se recrudescia na região norte de Moçambique e medidas violentas eram estipuladas para a arregimentação de mão de obra dezenas de milhares de pessoas cruzavam o rio Rovuma para buscar uma vida melhor no Tanganyika, território britânico vizinho (ALPERS, 1984). Permanecem pouco compreendidos os desdobramentos históricos que conduziram à mobilização política de refugiados e trabalhadores moçambicanos exilados, dentre elas sua participação controversa na Frente de Libertação de Moçambique (CAHEN, 1999). A problemática deste projeto questiona como a heterogênea comunidade de emigrados moçambicanos, especialmente os povos Macondes, se envolveram em processos históricos tangentes à formação de movimentos associativos no Tanganyika por meio de quatro eixos analíticos principais. O primeiro diz respeito à formação das primeiras organizações em finais da década de 1950, como a "Wamakonde Association of Tanganyika" de Kibiriti Diwani e Faustino Vanomba em Tanga; o segundo se refere às clivagens entre Macondes tanganicanos e moçambicanos que tanto antecedem como sucedem o período colonial; o terceiro aborda a atuação dos chairmen e do Conselho dos Anciãos na luta de libertação de Moçambique, e, por fim, propõe-se uma análise destes três fenômenos à luz do processo histórico no qual foram estabelecidas rotas de migração laboral ou de refugiados por parte de populações do norte de Moçambique rumo ao Tanganyika. O referencial teórico-metodológico articula uma triangulação da coleta de dados a partir de diversos fundos documentais pertinentes ao estudo do contexto político e social do Tanganyika e Moçambique por volta de meados do século XX (ROBERTS, 2016) com as potencialidades do trabalho de campo para coleta de dados orais (VANSINA, 1993). O recorte cronológico parte do estabelecimento do aparato administrativo colonial em ambas as margens portuguesa e britânica do Rovuma em 1922 e se estende ao recrudescimento da guerra de libertação promovida pela FRELIMO contra o colonialismo português em 1972, de maneira a contemplar processos relevantes ao estudo da migração e mobilização política de Macondes moçambicanos no Tanganyika. (AU)