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Personagem de HQ e comunicação de interesse público

Processo: 18/04710-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de abril de 2018
Vigência (Término): 31 de outubro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Comunicação - Comunicação Visual
Pesquisador responsável:João Batista Freitas Cardoso
Beneficiário:Evandro Gabriel Izidoro Merli
Instituição-sede: Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa. Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). São Caetano do Sul , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/24486-8 - Personagem de HQ e comunicação de interesse público, AP.R
Assunto(s):História em quadrinhos   Personagens   Vídeo   Fotografia   Valores (psicologia)   Símbolo   Simbologia

Resumo

Considerando que na primeira metade do século XX os personagens de histórias em quadrinhos já eram apropriados por diferentes sistemas de comunicação, negócios relacionados ao entretenimento, produções artísticas e diversas áreas comerciais, não é de se estranhar que sejam apropriados por indivíduos e grupos para diversas práticas discursivas. Algumas dessas formas de apropriação, em especial no segmento de vestuário, servem como forma de expressão para determinados grupos. Utilizando imagens de personagens em camisetas, por exemplo, muitos jovens comunicam suas preferências, crenças ou valores. Essas práticas, por sua vez, acabam por afetar o sentido original de personagens protegidas por direito de imagem. Ao serem apropriados voluntariamente, tais signos apresentam-se muitas vezes como símbolos ambíguos e em permanente estado de mutação. Cada uso particular implica em uma série mudanças de sentidos. Partindo do princípio de que o potencial de significação dessas manifestações é resultado da troca simbólica que se dá entre os sentidos originados nas narrativas seriadas, consolidados em produtos licenciados, e os significados gerados pelos discursos dos sujeitos que se apropriam de tais figuras, a pesquisa pretende responder à seguinte pergunta: Como as imagens de personagens de histórias em quadrinhos são apropriadas para difundir ideias de interesse público em ambientes urbanos? Ainda considerando que tais signos carregam em si sentidos provenientes das narrativas seriadas e que as apropriações apresentam-se muitas vezes como textos abertos, pretende-se responder a pergunta: Qual o potencial de significação desses textos no ambiente público? Para responder a essas perguntas, a pesquisa objetiva compreender como as imagens de personagens de histórias em quadrinhos são apropriadas para difundir ideias de interesse público em ambientes urbanos. Para atingir os objetivos propostos, a pesquisa exploratória será desenvolvida em duas etapas e fará uso de técnicas de revisão bibliográfica, pesquisa de campo, análise documental e entrevista. A revisão bibliográfica, na primeira etapa, visa compreender os seguintes eixos temáticos: linguagens e narrativas das histórias em quadrinhos; transposição e interação entre linguagens; comunicação de interesse público; comunicação informal. Na primeira etapa, a pesquisa de campo visa identificar no perímetro urbano da região da Grande São Paulo manifestações, nas formas de pintura grafite, estampa de camiseta e tatuagem que se apresentam como comunicação de interesse público. Far-se-á uso de técnica de observação direta em locais previamente selecionados. O objetivo é também descobrir variáveis significativas que afetem os procedimentos de pesquisa e identificar instrumentos analíticos que possam ser aplicados na amostra final. Nessa etapa, serão realizados registros fotográficos e videográficos de pessoas que transitam pelas ruas das cidades da grande São Paulo vestindo camisetas com estampas que se enquadram no corpus de análise. Na análise documental serão examinadas as imagens dos personagens nos registros fotográficos. Na segunda etapa serão realizadas as entrevistas, que se dividem em duas fases. Primeiro serão entrevistados os produtores dessas imagens: grafiteiros, tatuadores e empresários do mercado informal de roupas. Nesta fase se fará uso de questionário semiestruturado. (AU)