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A influência da Prostatite na musculatura lisa de uretra de rato: abordagem funcional e molecular

Processo: 18/03625-5
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2018
Vigência (Término): 31 de outubro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Cardiorenal
Pesquisador responsável:Edson Antunes
Beneficiário:Eduardo Costa Alexandre
Supervisor no Exterior: Naoki Yoshimura
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Pittsburgh (Pitt), Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:17/04556-4 - Envelhecimento e hiperplasia prostática: avaliação de alterações funcionais e moleculares em uretra prostática de ratos, BP.PD
Assunto(s):Bexiga urinária   Músculo liso

Resumo

De acordo com um recente relatório do NIH, aproximadamente 8,5% da população mundial (617 milhões) possuem 65 anos ou mais e esse número irá saltar para 17% em 2050 (1,6 bilhões de pessoas). Em paralelo com a idade, é esperado um aumento de sintomas do trato urinário inferior (LUTS) associados com inflamação prostática na população masculina, uma condição relacionada com o envelhecimento que afeta negativamente a qualidade de vida dos homens. O tratamento da inflamação prostática representa um desafio para muitos médicos, representando 25% de todas as visitas relacionadas aos sintomas do trato genitourinário feitas em clínicas urológicas. A etiologia do LUTS associado à próstata é multifatorial, no entanto, estudos recentes sugerem da hiperplasia prostática benigna (BPH) e inflamação prostática frequentemente ocorrem de maneira simultânea e possuem bases patofisiológicas associadas. A inflamação prostática induzida experimentalmente por infecção bacteriana produz um aumento significativo da frequência de micção com diminuição do volume de urina. Um outro estudo recente, que utiliza modelo de inflamação prostática em ratos, mostrou um aumento nas contrações da bexiga que não resultam em eliminação e intervalos de micção mais curtos. A despeito da uretra exercer um papel fundamental na continência urinária, relaxando durante a fase de micção e contraindo durante a fase de armazenamento, não existem estudos avaliando a influência da inflamação prostática nesse tecido. Resultados preliminares do nosso grupo demonstraram que ratos meia-idade possuem uretra e próstata disfuncionais que juntos podem contribuir para alterações na micção. Esse crosstalk entre esses dois órgãos intimamente relacionados é um mecanismo novo que pode proporcional uma melhor elucidação da patofisiologia de disfunções miccionais induzidas pela idade avançada. Por esse motivo, nos hipotetizamos que o microambiente inflamatório prostático libera uma ampla variedade de moléculas biologicamente ativas que são capazes de modular o tônus da musculatura lisa uretral, contribuindo para a disfunção uretral e LUTS. Portanto, esse projeto busca avaliar parâmetros funcionais e moleculares na uretra em um modelo não bacteriano de inflamação prostática em ratos. Se nossa hipótese estiver correta, o desenvolvimento desse estudo poderá ser de grande ajuda para um melhor entendimento da influência prostática na uretra e suas implicações na função do trato urinário inferior e assim abrir portas para a proposta de um tratamento.