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Segurança e eficácia do uso de células estromais mesenquimais multipotentes caninas no tratamento da Meningoencefalomielite de origem desconhecida de cães

Processo: 18/01301-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2018
Vigência (Término): 30 de setembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Patologia Animal
Pesquisador responsável:Rogério Martins Amorim
Beneficiário:Giovana Boff Araujo Pinto
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Neurologia veterinária   Doenças do sistema nervoso central   Doenças autoimunes do sistema nervoso   Meningoencefalite   Esclerose múltipla   Células-tronco mesenquimais   Citocinas   Fatores de crescimento neural   Cães

Resumo

A Meningoencefalomielite de origem desconhecida (MUO) canina é uma doença neuroinflamatória altamente debilitante, comum e de provável origem imunomediada. Os cães afetados requerem tratamento imunossupressor agressivo a longo prazo, porém, geralmente ocorre falha terapêutica e efeitos adversos graves. A MUO apresenta características fisiopatológicas, clínicas e histopatológicas semelhantes a Esclerose Múltipla (EM) humana, sendo considerada um modelo experimental natural para esta doença. As células estromais mesenquimais multipotentes (MSCs) apresentam um potencial promissor importante para o tratamento de doenças autoimunes, inflamatórias e degenerativas do SNC, devido a sua capacidade anti-inflamatória, imunomoduladora e neuro-regenerativa, além de serem de fácil obtenção e eficiente proliferação em cultura. Até o momento não existem pesquisas clínicas avaliando-se o efeito das MSCs em comparação ao uso de fármacos imunosupressores em cães com meningoencefalomielites não-infecciosas. Este estudo tem como objetivos selecionar uma linhagem de MSCs (derivadas do tecido adiposo (AT-MSCs) ou da placenta (PMSCs)) por meio da expressão de fatores neurotróficos e citocinas anti-inflamatórias in vitro, para avaliar a sua segurança e eficácia através do transplante intratecal (IT) e intravenoso (IV) e comparar ao tratamento imunossupressor de prednisona e arabinosídeo de citosina em cães com MUO. Nossa hipótese é que o transplante de MSCs alogênicas com as melhores propriedades imunomoduladoras e regenerativas in vitro promovam a recuperação clínica neurológica e diminuam a lesão inflamatória nas imagens de Ressonância Magnética (RM) e no Líquido Cefalorraquidiano (LCR) dos cães. Os resultados deste estudo podem fornecer dados relevantes para o desenvolvimento de um novo protocolo terapêutico em cães com MUO e de um modelo experimental natural de meningoencefalomielite autoimune, com potencial translacional para os ensaios clínicos de terapia celular em pacientes com EM. (AU)