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Produção de padrão analítico de saxitoxinas

Processo: 18/06143-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de abril de 2018
Vigência (Término): 30 de novembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Convênio/Acordo: SABESP
Pesquisador responsável:Luciana Retz de Carvalho
Beneficiário:Brenda Aparecida de Jesus
Instituição-sede: Instituto de Botânica. Secretaria do Meio Ambiente (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/50410-0 - Saxitoxinas em águas de abastecimento: produção de padrão analítico, desenvolvimento de metodologias analíticas alternativas e estudo de degradação, AP.PITE
Assunto(s):Ecotoxicologia   Algologia   Abastecimento de água   Eutrofização   Cianotoxinas   Saxitoxina

Resumo

A qualidade da água destinada ao consumo humano vem decrescendo rapidamente, devido à eutrofização das represas de abastecimento. Esse fenômeno determina o desenvolvimento exacerbado das cianobactérias, organismos capazes de produzir potentes toxinas (VAN APELDOORN et al., 2007; PRASANNA et al., 2010). As cianotoxinas, além de tornarem a água não potável, são também acumuladas na cadeia trófica, pois são absorvidas e concentradas por peixes e moluscos, que se tornam agentes causadores de intoxicação para seus consumidores (ETHERIDGE, 2010). Entre as cianotoxinas mais comumente encontradas em represas de abastecimento estão as saxitoxinas, altamente tóxicas para seres humanos e para animais mamíferos. As saxitoxinas são substâncias neurotóxicas e de ação extremamente rápida. Estruturalmente, são alcalóides guanidínicos tricíclicos que possuem um grupo carbamato e cujo efeito sobre mamíferos consiste em bloquear os canais de sódio das células nervosas, causando paralisia, hipotensão, dispneia, falência respiratória e morte (ETHERIDGE, 2010). Nos ambientes marinhos, as saxitoxinas são produzidas por dinoflagelados e cianobactérias e por serem acumuladas por animais filtradores, são ameaça constante às fazendas de maricultura produtoras de bivalves (ETHERIDGE, 2010). As cianotoxinas não podem ser removidas da água pelos métodos de tratamento convencionais o que obriga a um monitoramento adequado dos corpos d´água para abastecimento e dos produtos da indústria pesqueira e de conservas, para a tomada de medidas preventivas ((BRASIL, 2012;.LAGOS, 2002). A quantificação dessas toxinas em água para abastecimento e em moluscos, peixes e conservas é feita por métodos cromatográficos empregando-se padrões (LAGOS, 2002), que são extremamente caros e de difícil importação. A produção desses padrões, a partir de cepas de cianobactérias, apresentaria as vantagens de ser contínua e de baixo custo e eliminaria as numerosas desvantagens de sua produção a partir de moluscos, processo em uso atualmente. (AU)