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Uma leitura do motivo da noite em Gilka Machado sob perspectiva do panteísmo e do sublime

Processo: 17/24951-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2018
Vigência (Término): 31 de agosto de 2019
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Brasileira
Pesquisador responsável:Fabiano Rodrigo da Silva Santos
Beneficiário:Caroline Buratti David
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil
Assunto(s):Panteísmo   Simbolismo   Feminilidade   Sublime   Poesia

Resumo

A pesquisa se propõe a investigar o desenvolvimento do motivo da noite na poesia de Gilka Machado, tomando-o como peça importante da cosmovisão panteísta que enfeixa sua obra e cuja expressão se dá por um uso particular da linguagem do sublime. Parte-se da hipótese de que a poesia de Gilka Machado, em consonância com a tradição simbolista, apresenta acentuados contornos místicos, contudo, configurados de modo singular em relação a essa tradição. Enquanto a poesia simbolista tradicional é transcendental, a de Gilka Machado, sob orientação panteísta, parece ser inclinada à busca do ideal e do encantamento na realidade imanente, tematizando, frequentemente, a comunhão entre consciência lírica e cosmos, pelos nexos fornecidos pelos espaços noturnos e pela evocação de fenômenos negativos, como o silêncio e as trevas. No plano da expressão poética, tais temas materializam-se por meio de uma linguagem elíptica que dialoga com a tradição do sublime. O motivo da noite sublime em Gilka Machado, por fim, promove a integração entre o cosmos animado e uma consciência poética eminentemente feminina, manifestando-se de acordo com uma simbologia mítica vinculada à feminilidade que resulta em uma espécie de concepção mística de mundo em que oposições agudas como bem e mal, elevação e precipitação, encantamento e cotidiano, são relativizadas, culminando numa consciência poética emancipadora, sendo essa a implicação ética do motivo da noite em sua poesia. (AU)