| Processo: | 18/00645-5 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de maio de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 03 de agosto de 2022 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - Filosofia - Ética |
| Pesquisador responsável: | Yara Adario Frateschi |
| Beneficiário: | Nathalia Rodrigues da Costa |
| Instituição Sede: | Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 19/15067-0 - A interpretação de Hannah Arendt da desobediência civil e o alargamento da democracia, BE.EP.DR |
| Assunto(s): | Filosofia política Desobediência civil Liberdade política |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Ação Política | Desobediência Civil | Hannah Arendt | Liberdade política | Sociedade de massas democrática representativa | Sociedade de massas totalitária | Filosofia Política |
Resumo O objetivo deste projeto de doutorado é investigar os limites e as possibilidades da ação política dentro da sociedade de massas. A pergunta que nos orienta é a seguinte: há espaços para a ação efetivamente democrática na sociedade de massas baseada na representação política e no sistema de partidos, ou essa sociedade deixa aos cidadãos apenas, e quando muito, a possibilidade da resistência contra a tendência de fechamento do espaço público? Ou ainda: a resistência por meio da desobediência civil tem apenas uma feição negativa ou abre espaço, de algum modo, para o exercício da liberdade enquanto participação? A questão se torna premente nas sociedades "democráticas", porque, embora não possam ser ditas completamente antipolíticas, reduzem de maneira significativa a possibilidade do exercício da liberdade política, que, para Arendt, implica a participação ativa dos cidadãos nos assuntos do governo e nas instâncias decisórias da esfera pública. Parte considerável da literatura crítica entende que, para Arendt, a sociedade de massas, em qualquer contexto, bloqueia inteiramente a ação e a liberdade política. Procuraremos mostrar neste trabalho que esta interpretação é equivocada porque desconsidera que Arendt opera com uma distinção entre a sociedade de massas totalitária e a sociedade de massas vigente no pós-guerra em democracias representativas baseadas no sistema partidário. Embora esta última tenha efetivamente uma tendência antipolítica, não é completamente antipolítica e, portanto, não obstrui inteiramente a possibilidade da ação e da liberdade política, o que a distingue de maneira significativa da sociedade de massas totalitária, inegavelmente antipolítica. Levantamos a hipótese de que os movimentos de desobediência civil, por possuírem a forma de associações voluntárias, são capazes de retirar os indivíduos do isolamento e suscitar a ação em concerto pelo exercício do diálogo, e, assim, abrem a possibilidade do exercício positivo da liberdade nas sociedades "democráticas". Para sustentá-la, nos ocuparemos da análise que Arendt faz do evento da desobediência civil nos anos de 1960 e 1970, com especial atenção ao movimento estudantil e ao movimento pelos direitos civis. Desse modo, por tratarem das experiências concretas da ação política, as obras centrais desse projeto são sobre a Revolução (1963) e Crises na República (1969). (AU) | |
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