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Nanorepelente natural de longa duração para prevenção de doenças como Zika, Dengue e Chikungunya

Processo: 18/04991-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de maio de 2018
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Física - Física da Matéria Condensada
Pesquisador responsável:Amanda Luizetto dos Santos
Beneficiário:Bárbara Patrícia Neves Silva
Empresa:Nanomed Nanotecnologia em Saúde e Bem-Estar Ltda
Vinculado ao auxílio:16/06103-4 - "Nanorepelente" natural de longa duração para prevenção de doenças como Zika, Dengue e Chikungunya, AP.PIPE
Assunto(s):Produtos naturais   Óleos essenciais   Repelentes   Repelentes de insetos   Cravo-da-índia   Óleo de cravo

Resumo

No momento, muitos grupos estão desenvolvendo vacinas para zika, e já existem projetos bem sucedidos para com dengue como, o Instituto Butantã e a Sanofi Pasteur, cuja vacina já está registrada no Brasil. A imunização é uma alternativa muito interessante, contudo, existem problemas importantes associados as vacinas como, não pode ser usada por gestantes, além de ser uma técnica invasiva e dolorida. Os repelentes tópicos são uma opção acessível e aceitável pela população para se proteger desta epidemia, especialmente em gestantes. Em 2015, o Brasil tornou-se o quarto maior mercado do mundo em consumo de repelentes tópicos, atrás de Estados Unidos, Canadá e Argentina. As vendas registradas neste período tiveram aumento de faturamento de R$ 145,4 milhões para R$ 217,4 milhões, o maior valor da história da categoria, com previsão de avanço para 2016. Atualmente, existem disponíveis no mercado nacional repelentes sintéticos e naturais, dos quais o mais usado é a base de DEET (N,N- dietil-m-toluamida) devido a sua eficiência e persistência na pele. Entretanto, o DEET apresenta pequeno espectro de repelência e riscos de toxicidade a saúde. O risco toxicológico associado ao seu uso é fator decisivo na escolha do produto pelo consumidor, principalmente quando envolve crianças, idosos, gestantes e lactantes. Em substituição ao DEET existem produtos no mercado a base de icaridina/picaridina e IR3535®, os quais apresentam toxicidades menores e eficácia melhor que o DEET, mas atendem as exigências de longa duração e/ou baixo risco a saúde desejáveis, além de não conseguirem suprir o tamanho deste mercado. O óleo de cravo da índia tem como constituinte majoritário o eugenol, conhecido por sua pronunciada atividade repelente contra mosquitos e artrópodes, de magnitude comparada ao repelente de referência DEET. Entretanto, a mesma característica que confere a atividade repelente, é um ponto negativo no desenvolvimento repelentes a base de eugenol, devido as perdas por volatilização e degradação oxidativa. O uso de sistemas com liberação lenta vem se mostrando uma alternativa cada vez mais utilizada, os quais usam geralmente o encapsulamento de ativos em matrizes poliméricas ou em meios viscosos promovendo uma difusão mais lenta no meio. O desenvolvimento de sistemas com uma elevada capacidade de encapsulação e baixa toxicidade podem ser alcançados com o uso de nanotecnologia. Recentemente, vários nanossistemas têm sido utilizados na medicina, para encapsular inúmeros princípios ativos, que uma vez inseridos no sistema vivo, podem ser liberados de maneira seletiva e sustentada. Estes sistemas vêm despertando cada vez mais interesse no desenvolvimento de produtos lábeis e voláteis, especialmente pela proteção do ativo em suas matrizes. A obtenção de nanossistemas de eugenol possibilita seu encapsulamento em partículas em escala nanométrica e micrométrica, fazendo uso de polímeros naturais. Ensaios preliminares indicaram que as partículas de eugenol tem grande potencial como repelente, atendendo as exigências de órgão reguladores como Anvisa e EPA. Já foram desenvolvidos algumas proof of concept de sucesso, comprovando a viabilidade técnica da proposta. Dessa forma, é possível afirmar o sucesso na obtenção deste tipo de sistema com grande potencial de atuação biológica. Por meio do processo de nanoencapsulação espera-se obter liberação sustentada deste ativo, garantindo mais tempo de proteção contra os mosquitos, diminuindo o número de reaplicações e menor toxicidade. A escolha do eugenol ocorreu especialmente pelas publicações de órgãos internacionais como, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) sobre sua atividade repelente e os riscos mínimos associados ao seu uso. Dessa forma, acredita-se que ao término do presente projeto será possível a obtenção do primeiro nanorepelente de longa ação, natural e toxicidade reduzida, o que significa tranquilidade para a população e redução de despesas relacionadas ao tratamento. (AU)