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Imagem encefálica dinâmica na Doença de Parkinson e na discinesia induzida por L-DOPA: investigação do nível de comprometimento da barreira-hematoencefálica e da ativação de células gliais (microglia e astrócitos)

Processo: 18/00461-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2018
Vigência (Término): 30 de abril de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral
Pesquisador responsável:Elaine Aparecida Del Bel Belluz Guimarães
Beneficiário:Fernanda Grecco Grano
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/25029-4 - Estudo da contribuição do processo inflamatório na discinesia induzida por L-DOPA na Doença de Parkinson, AP.TEM
Assunto(s):Sistema nervoso central   Neurofisiologia   Doxiciclina   Neuroimagem funcional   Neuroinflamação

Resumo

A perda dos neurônios dopaminérgicos na doença de Parkinson (DP) é acompanhada por neuroinflamação, sendo esta mediada pelas células gliais, principalmente microgliais. No entanto, as causas da origem e desenvolvimento da neuroinflamação não foram totalmente elucidadas e, provavelmente, esta pode estar perpetuando e amplificando a progressão da doença. O precursor de dopamina, L-DOPA, é a terapêutica mais utilizada para alívio sintomático motor da DP. No entanto, o tratamento crônico com L-DOPA induz complicações motoras, incluindo a discinesia induzida por L-DOPA (LID). Como também existem mecanismos inflamatórios envolvidos na LID, nossa hipótese é de que haja uma disfunção na barreira hematoencefálica (BHE), favorecendo a ativação de células da glia adjacentes que sustentam a BHE, como microglia e astrócitos, que apresentam um papel importante na DP e na LID. Essas células adquirem um perfil fenotípico característico, que poderia ter um papel benéfico ou destrutivo localmente. Embora existam grande números de estudos na literatura propondo novas abordagens para o tratamento da LID, a eficácia de novos alvos terapêuticos é ainda limitada. Além disso, o envolvimento de células microgliais e astrócitos na DP e na LID e o efeito de fármacos sobre elas ainda é incipiente. Um estudo recente do grupo culminou com a descoberta de que o antibiótico doxiciclina poderia ser indicado no tratamento da DP, abrindo o leque para novos estudos farmacêuticos. Ainda, dados recentes indicam que o tratamento com canabidiol (CBD) + capsazepina reduz a LID através da diminuição de fatores inflamatórios. Neste contexto, o uso de técnica "state-of-the-art" de imagem de fluorescência e imunofuncional é uma ferramenta de muito valor. Assim, os objetivos principais deste trabalho serão: 1) classificar o nível de comprometimento da BHE, 2) avaliar a influência da disfunção na BHE sobre o comportamento dinâmico da microglia e astrócitos na DP e na LID, 3) avaliar a influência dos tratamentos com CBD e doxiciclina na neuroinflamação e neurodegeneração e 4) investigar a influência da deleção genética do receptor de fractalcina (CX3CR1) no comportamento dinâmico da microglia e nas respostas neurodegenerativa e neuroinflamatória. O modelo animal usado neste trabalho será camundongos selvagens C57BL/6, assim como camundongos transgênicos com inserção da proteína verde fluorescente (GFP) no gene CX3CR1 (recém obtidos através da colaboração com equipe Alemã), heterozigotos (CX3CR1+/GFP) e homozigotos (CX3CR1GFP/GFP), que apresentam a microglia verde fluorescente. Juntos, esses resultados vão constituir um estudo pioneiro na caracterização fenotípica das células da glia na DP e na LID murina, provendo novas informações relacionadas à neuroinflamação e tratamento farmacológico na LID.