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Marcadores periféricos de metabolismo de membrana: caracterização de indivíduos com alto risco para psicose

Processo: 17/26291-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2018
Vigência (Término): 30 de abril de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Pesquisador responsável:Wagner Farid Gattaz
Beneficiário:Alana Caroline Costa
Instituição-sede: Instituto de Psiquiatria Doutor Antonio Carlos Pacheco e Silva (IPq). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Transtornos psicóticos   Esquizofrenia   Biomarcadores   Membranas (anatomia)   Fosfolipases A2   Metabólitos   Cromatografia líquida   Espectrometria de massas

Resumo

Os transtornos psicóticos são condições frequentes, podendo afetar até 3,5% da população geral. A esquizofrenia (SCZ) - transtorno psicótico mais frequente na população em geral - afeta cerca de 1% da população e é um distúrbio que tende a ser crônico e incapacitante. Mesmo antes de apresentar um quadro de psicose franca, os pacientes apresentam alterações comportamentais que permitem acompanhar e rastrear esses indivíduos. Para tanto, pesquisadores criaram os critérios denominados de Ultra High Risk (UHR) para transição para psicose. No entanto, as pesquisas em andamento demonstram que as taxas de conversão de indivíduos em UHR para psicose franca variam amplamente, e um grande esforço tem sido realizado para tornar tais critérios mais específicos. Alterações biológicas mensuráveis podem ser uma ferramenta importante na caracterização de indivíduos UHR. Alterações no metabolismo e composição lipídica de membrana têm sido descritas em diferentes doenças neuropsiquiátricas, incluindo a esquizofrenia. Estudos em matrizes periféricas e cérebro post-mortem de pacientes com esquizofrenia indicam aumento da atividade da PLA2, bem como as reduções de fosfolípides de membrana, aumento de seus metabólitos e alteração na fluidez da membrana. Além disso, o aumento da atividade da PLA2 no cérebro altera a composição das membranas neuronais de forma a produzir ou exacerbar os sintomas psicóticos. Nosso grupo já descreveu que a PLA2 e o nível plasmático de metabólitos podem discriminar doenças neuropsiquiátricas. Em estudo recente descrevemos um modelo baseado em método CART capaz de discriminar indivíduos em primeiro surto psicótico de esquizofrenia e transtorno bipolar com acurácia de 87,1%. O principal objetivo desse projeto é verificar se o mesmo modelo pode ser útil para identificar o risco de conversão dos indivíduos UHR. Sendo assim, nós iremos quantificar, determinar cut-offs e correlacionar níveis de metabólitos plasmáticos e atividade da PLA2 plaquetária em pacientes UHR, psicóticos e controles saudáveis. Os metabólitos plasmáticos serão quantificados por cromatografia líquida acoplada a espectrometria de massas e a atividade de PLA2 determinada por ensaio radioenzimático. Os resultados poderão auxiliar no desenvolvimento de algoritmos para a prevenção de quadros clínicos de psicose. (AU)