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Estudo da bioprecipitação de carbonatos em superfícies planetárias simuladas como uma bioassinatura em potencial

Processo: 17/24144-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de maio de 2018
Vigência (Término): 05 de junho de 2019
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Douglas Galante
Beneficiário:Rodrigo Adrián de Oliveira Abans
Instituição-sede: Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (Brasil). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/06114-6 - O Sistema Terra e a evolução da vida durante o Neoproterozoico, AP.TEM
Assunto(s):Neoproterozoico   Exobiologia   Marte

Resumo

Já foi descrito que carbonatos podem ser precipitados por procariotos pela (i) alteração de seu microambiente com adição ou remoção de íons e aumento ou diminuição do pH; (ii) produção de compostos orgânicos de parede celular ou extracelulares que capturam ou concentram íons, bem como isolam o microambiente de variações externas; e, (iii) deposição passiva dos minerais nos compostos orgânicos sob a influência de condições ambientais. No entanto, determinar quais foram os processos de deposição e se a origem foi abio ou biótica no registro geológico ainda é incerto. Durante o Neoproterozoico, durante o aumento da taxa de O2 na atmosfera, uma grande quantidade de carbonatos foram depositados ao redor de estromatólitos após as eras glaciais. Portanto, é possível supor que o aumento de O2 possa ter auxiliado na sua deposição, seja por uma mudança físico-química do ambiente ou por uma mudança na microcomunidade dos estromatólitos. Já em Marte, baseado nas evidências de carbonatos e água e, nas teorias de um antigo oceano e de sistemas hidrotermais formados por impacto, propõe-se que uma microcomunidade marciana hipotética poderia apresentar uma deposição diferencial de carbonatos sob as condições de radiação, atmosfera e subtrato de Marte no passado. Neste projeto, serão estudados os processos de estabelecimento de microcomunidades e formação de biomarcadores elementares, moleculares e minerais por meio de simulações ambientais, utilizando amostras de um microbioma hipersalino moderno. (AU)