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Análise da influência da paisagem sobre a estrutura populacional de mosquitos Haemagogus (Conopostegus) Leucocelaenus (Diptera: Culicidae), em áreas com histórico de epizootias de Febre Amarela em primatas não humanos no estado de São Paulo

Processo: 17/23127-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2018
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Entomologia e Malacologia de Parasitos e Vetores
Pesquisador responsável:Mauro Toledo Marrelli
Beneficiário:Ramon Wilk da Silva
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Entomologia médica   Febre amarela   Vírus da febre amarela   Mosquitos   Culicidae   Haemagogus   Genômica   São Paulo

Resumo

A Febre Amarela (FA) é uma doença infecciosa causada pelo Vírus da Febre Amarela (VFA) e veiculada por mosquitos da família Culicidae. No Brasil e outros países Sul-Americanos, a doença restringiu-se basicamente ao ciclo silvestre, tendo sido registrado em 1928 a última epidemia urbana em território brasileiro associada ao vetor Aedes aegypti. Na região Sul e Sudeste do Brasil a espécie Haemagogus leucocelaenus tem sido incriminada como o principal vetor de Febre Amarela silvestre, uma vez que indivíduos desta espécie têm sido frequentemente encontrados naturalmente infectados pelo VFA em áreas epizoóticas. Atualmente o país vivência seu pior surto de Febre Amarela silvestre das últimas décadas, com diversos registros de epizootias e casos humanos em várias regiões do país, incluindo o estado de São Paulo. A fragmentação da paisagem em função da atividade humana constitui uma das principais causas de perda de biodiversidade, e entre outras, ainda podemos destacar a sua contribuição na alteração nos padrões epidemiológicos de doenças, principalmente, em função de alterações nos níveis de interações, abundância e movimento de hospedeiros, vetores e pessoas. Desse modo, compreender seu efeito em populações de vetores implicados na transmissão de Febre Amarela, a exemplo do Hg. leucocelaenus, pode significar uma melhor compreensão do padrão de circulação do VFA em áreas com histórico de epizootias, auxiliando em medidas de controle mais efetivas. Portanto, o presente projeto objetiva investigar a influência da paisagem sobre a estrutura populacional de mosquitos Hg. leucocelaenus em áreas com histórico de epizootias de Febre Amarela em Primatas Não-Humanos (PNH), localizadas no estado de São Paulo. Para tanto, serão utilizados marcadores de polimorfismo de nucleotídeo único para caracterização populacional do vetor, a partir de áreas com histórico recente e não recente de epizootias em PNH. Para cada local de coleta pretende-se classificar e mensurar métricas da paisagem, que serão utilizadas para investigar possíveis associações com variações genotípicas nas populações do vetor. Espera-se com este estudo a possibilidade de identificar como alterações da paisagem podem influenciar no padrão de estruturação e fluxo gênico em populações de Hg. leucocelaenus, de modo a refletir diretamente no padrão de circulação do vírus da Febre Amarela no ambiente. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
Urbanização altera forma das asas de mosquitos 
Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias (1 total):
Scientific Inquirer (EUA): Deeper understanding of mosquitoes may lead to novel treatments for disease (14/Mai/2019)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
WILK-DA-SILVA, RAMON; MUCCI, LUIS FILIPE; CERETTI-JUNIOR, WALTER; RIBEIRO DE CASTRO DUARTE, ANA MARIA; MARRELLI, MAURO TOLEDO; MEDEIROS-SOUSA, ANTONIO RALPH. Influence of landscape composition and configuration on the richness and abundance of potential sylvatic yellow fever vectors in a remnant of Atlantic Forest in the city of Sao Paulo, Brazil. Acta Tropica, v. 204, APR 2020. Citações Web of Science: 0.

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