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A invenção da arte afro-brasileira: a participação da cultura material das classes populares negras no sistema moderno de arte de Salvador (1947-1957)

Processo: 17/08998-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2018
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História Moderna e Contemporânea
Pesquisador responsável:Silvana Barbosa Rubino
Beneficiário:Bruno Pinheiro
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):19/02513-1 - Trânsito de ideias sobre arte, raça e etnicidade entre Salvador e Nova York na implementação de um mercado local de arte moderna, BE.EP.DR
Assunto(s):História social da arte   Arte afro-brasileira   Cultura visual   Relações raciais   Salvador (BA)   Século XX

Resumo

Esse projeto visa analisar de que modo sujeitos oriundos das classes populares negras de Salvador mobilizaram a categoria Arte Afro-Brasileira, produzida ao longo da primeira metade do século XX, a partir da aproximação entre intelectuais brancos, intelectuais negros, artistas brancos e artistas negros, na negociação de espaços no sistema moderno de arte estabelecido localmente entre os anos de 1947 e 1957. Pretende-se, num primeiro momento, delimitar os diferentes sentidos de arte afro-brasileira, a partir dos discursos produzidos na aproximação com o tema dos intelectuais brancos Raimundo Nina Rodrigues, Arthur Ramos e Odorico Tavares, tomando-os como os sujeitos que, entre seus pares, eram considerados como os de maior legitimidade na disputa do sentido dessa categoria, e aproximando-os à produção de intelectuais negros do mesmo período, tomando como foco central a produção de Manoel Querino e Édison Carneiro. Em seguida, pretende-se identificar como essa categoria foi implementada nas rotinas do sistema de arte baiano, concentrando-se nas críticas de arte de José Valladares e na documentação acerca das atividades da Galeria Oxumaré e dos Salões de Bellas Artes da Bahia. Por fim, pretende-se cotejar as análises anteriores às trajetórias do marceneiro, pai-de-santo e pintor Rafael Borjes de Oliveira e do vigia e escultor Agnaldo dos Santos, buscando localizar sob que termos esses artistas negociaram sua entrada no sistema de arte. Desse modo, pretende-se buscar entender como a implementação de um modernismo produzido localmente redefiniu as relações raciais e de classe no interior do sistema de arte de Salvador. (AU)