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Estratégias farmacológicas para prevenção das alterações respiratórias em um modelo animal da Doença de Parkinson

Processo: 17/18074-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2018
Vigência (Término): 30 de abril de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Autonômica
Pesquisador responsável:Ana Carolina Thomaz Takakura
Beneficiário:Luara Augusta da Costa e Silva Braga Batista
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Neurofarmacologia   Estresse oxidativo   Respiração (fisiologia)   Doença de Parkinson

Resumo

A doença de Parkinson (DP) é uma condição neurológica debilitante que acomete aproximadamente 1% da população acima de 60 anos. Ela é caracterizada por sintomas motores, como bradicinesia, tremores e instabilidade postural. Além disso, há também sintomas não-motores autônomos, como constipação, hipotensão ortostática e alterações respiratórias. Os sintomas respiratórios, como a apneia obstrutiva do sono, podem levar à morte dos pacientes com DP. Dessa forma, o estudo desses sintomas em modelos animais pode contribuir para o desenvolvimento de terapias mais eficazes ou preventivas. Animais com lesão das fibras nigro-estriatais apresentam hipoventilação e um déficit na resposta respiratória à hipercapnia, acompanhado de alterações gliais. As alterações respiratórias observadas em um modelo experimental da DP estão relacionadas à redução do número de neurônios noradrenérgicos do Locus Coeruleus e da sinalização orexinérgica e aumento de estresse oxidativo. Dessa forma, o objetivo do presente projeto é realizar diferentes tratamentos farmacológicos que facilitem a sinalização noradrenérgica (imipramina: antidepressivo inibidor da recaptação de noradrenalina e serotonina), a sinalização orexinérgica (URB597: facilitador da sinalização endocanabinóide) e que promova a redução do estresse oxidativo (cafeína: antagonista não-seletivo de receptores adenosinérgicos) e observar as alterações respiratórias e neuroanatômicas em animais submetidos ao modelo da DP. Essas alterações incluem uma atenuação da resposta ventilatória à hipercapnia associada a uma redução astrocitária e aumento de células microgliais no núcleo retrotrapezóide, redução da sinalização orexinérgica e aumento do estresse oxidativo, além de uma neurodegeneração do núcleo retrotrapezóide e substância negra. Os resultados deste projeto podem contribuir para o desenvolvimento de novas terapias para os sintomas respiratórios da DP, além de contribuir para a elucidação do substrato neural desses sintomas. (AU)