Busca avançada
Ano de início
Entree

O papel do córtex pré-frontal medial esquerdo e direito na extinção do medo e na ansiedade: uma abordagem optogenética

Processo: 18/05808-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2018
Vigência (Término): 30 de junho de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Cleopatra da Silva Planeta
Beneficiário:Lucas Canto de Souza
Supervisor no Exterior: Christa Mcintyre Rodriguez
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Texas at Dallas (UT Dallas), Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:16/08665-0 - Avaliação das neurotransmissões glutamatérgica e GABAérgica do córtex pré-frontal medial esquerdo e direito no consumo de etanol induzido por estresse de derrota social em camundongos, BP.PD
Assunto(s):Optogenética   Transtornos de estresse pós-traumáticos   Ansiedade

Resumo

De maneira semelhante aos sintomas comportamentais e fisiológicos observados nos pacientes com transtorno do estresse pós-traumático (TEPT), ratos submetidos ao procedimento de estresse prolongado único (SPS) apresentam prejuízo na extinção da memória de medo e aumento da ansiedade. O córtex pré-frontal (CPF) desempenha papel na modulação da consolidação da memória emocional através das suas interações com outras regiões cerebrais como a amídala e o núcleo leito da estria terminal (NLET). Há evidências que indicam que a extinção da memória do medo requer plasticidade no córtex pré-frontal medial (CPFm) e na amídala. Além disso, após o estresse, já foi relatado a lateralização funcional do CPFm no controle de estados emocionais. Nesse sentido, a perda do controle inibitório tônico do CPFm esquerdo (CPFmE) sobre o CPFm direito (CPFmD) está relacionada à perda de resiliência, contribuindo para o desenvolvimento de respostas inadaptadas, como o prejuízo na extinção da memória de medo e o aumento da ansiedade. Neste estudo testaremos a hipótese de que o controle inibitório tônico exercido pelo CPFmE sobre CPFmD é prejudicado após o SPS, resultando no comprometimento da extinção da memória de medo, no aumento da ansiedade, e na alteração da expressão da proteína associada ao citoesqueleto regulada por atividade (Arc), um marcador de plasticidade neuronal, na amídala e no NLET. Para isso, usaremos a optogenética como ferramenta para estimular/inibir os neurônios do CPFmE ou CPFmD durante a consolidação da extinção da memória de medo em ratos submetidos ao SPS, além de testar os efeitos desta abordagem nos comportamentos relacionados à ansiedade e na expressão de Arc na amídala e no NLET.