Busca avançada
Ano de início
Entree

A primeira cadeira de história das belas artes, estética e arqueologia das Américas e suas transferências culturais com a Europa

Processo: 18/01351-5
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 04 de junho de 2018
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2019
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Artes - Artes Plásticas
Pesquisador responsável:Luciano Migliaccio
Beneficiário:Fabio D'Almeida Lima Maciel
Supervisor no Exterior: François-René Martin
Instituição-sede: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : École du Louvre, França  
Vinculado à bolsa:17/03741-2 - Arqueologia de uma disciplina: sobre a primeira cadeira de história das Belas Artes, estética e arqueologia das Américas (1855-1870), BP.PD
Assunto(s):Historiografia   Antiguidade   História da arte

Resumo

Esse projeto de pesquisa no exterior se insere nos limites de um projeto de pesquisa de pós-doutorado atualmente em curso no Brasil. Trata-se aqui de continuar a tratar de um material ainda completamente inexplorado e, no entanto, fundamental para a compreensão do processo de institucionalização dos estudos em história da arte, estética e arqueologia do Brasil, no século XIX. Esse processo ocupa um lugar absolutamente inédito em relação a outros países americanos, e mesmo europeus. Para essa nova fase da pesquisa, interessa o estudo das intensas absorções e reelaborações intelectuais e culturais que foram realizadas entre as lições da cadeira de História das Belas Artes, Estética e Arqueologia da Academia das Belas Artes do Rio de Janeiro (cadeira criada em 1855, e inaugurada em 1870) e as de cursos similares abertos na Europa, notadamente o da École des Beaux-Arts de Paris. Com efeito, o primeiro professor e titular da cadeira brasileira, Pedro Américo de Figueiredo e Mello (1843-1905), realizou suas formações artísticas e científicas na Europa, tendo mesmo seguido o primeiro curso inaugurado na École, em 1864, entre outros. Tratar-se-á portanto, neste projeto, de consultar arquivos, bibliotecas e museus franceses, e também realizar pesquisas de campos em outros países nos quais Américo morou e estudou até o momento em que inaugura a cadeira brasileira. Se bem aceita, esta proposta de pesquisa no exterior nos permitirá entrar em contato com uma bibliografia primária e secundária, e com obras de arte e informações que estão indisponíveis no Brasil, material este que ajudará a compreender melhor o processo de construção do saber teórico em arte, de maneira institucionalizada no Brasil, a partir do século XIX. Este parece ser um primeiro e necessário passo para estender a questão para outros países da América, no desdobramento desta pesquisa em outras futuras. (AU)