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Entre o chicote e a fogueira: escravidão e inquisição portuguesa entre os séculos XVI-XVIII

Processo: 17/27084-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2018
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História Moderna e Contemporânea
Pesquisador responsável:Ricardo Alexandre Ferreira
Beneficiário:Monique Marques Nogueira Lima
Supervisor no Exterior: Jose Manuel Damiao Soares Rodrigues
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Franca. Franca , SP, Brasil
Local de pesquisa : Universidade de Lisboa, Portugal  
Vinculado à bolsa:17/04244-2 - Entre o chicote e a fogueira: escravidão e inquisição portuguesa nos séculos XVII e XVIII, BP.DR
Assunto(s):Inquisição portuguesa

Resumo

O Santo Ofício da Inquisição de Portugal julgou e sentenciou, durante os anos de existência do Tribunal (1536 -1821), uma gama de desvios de heresia e diferentes tipos de réus. Dentre os perfis perseguidos, a atenção se direcionava, principalmente, às dissidências cometidas pelos cristãos-novos judaizantes, o que não excluía a preocupação sobre outros tipos de acusados: clérigos, fidalgos, peões, africanos e seus descendentes. Esses últimos, se não constituíram o maior alvo de denúncias, formaram parte considerável dos casos, registrados nos documentos do Tribunal inquisitorial. Porte de bolsas de mandinga, práticas de feitiçaria, formas de curandeirismo, ações de malefício, arrenegação, blasfêmia e variados comportamentos contra a moral (sodomia, bigamia, molícies) são alguns exemplos dos crimes perseguidos pela Inquisição e, variavelmente, cometidos pela população de origem africana. Ao considerar todos esses aspectos, relacionados também com a pesquisa inicial de doutorado, o presente projeto de BEPE pretende observar e analisar, a partir das fontes do Santo Ofício português disponíveis no Arquivo Nacional da Torre do Tombo e na Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa, as citações e processos contra africanos que demonstram detalhes mais particulares sobre as interações cotidianas do cativeiro. Processos-crime, Cadernos do Promotor, Cadernos de Nefandos, Listas de Autos-de-fé, Denúncias e Confissões são documentos que, alocados nos arquivos portugueses, tornam-se imprescindíveis para o desenvolvimento da pesquisa e para o entendimento acerca da relação, mais ampla, entre Inquisição e escravidão. Portanto, além de realizar um levantamento de obras, clássicas e recentes, no Centro de História da Universidade de Lisboa, este projeto pretende empenhar a transcrição e interpretação dos documentos disponíveis nos arquivos para desenvolver o objetivo central da pesquisa: a análise e compreensão dos costumes e práticas em torno da relação senhor-escravo presentes nas fontes inquisitoriais e a possível intromissão deste Tribunal na dominação senhorial.

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