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Estudo da encenação censurada de Calabar, de Chico Buarque de Hollanda e Ruy Guerra: o teatro musical político da década de 1970

Processo: 17/19467-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de junho de 2018
Vigência (Término): 31 de maio de 2019
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Artes - Teatro
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Sérgio Ricardo de Carvalho Santos
Beneficiário:Nina Nussenzweig Hotimsky
Instituição-sede: Escola de Comunicações e Artes (ECA). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Dramaturgia   Teatro brasileiro   História

Resumo

Esta pesquisa visa ao estudo do teatro musical brasileiro político dos anos 1970 através da análise da primeira encenação de Calabar (escrita em 1973 por Chico Buarque e Ruy Guerra). A montagem foi dirigida por Fernando Peixoto no mesmo ano, e censurada às vésperas da estreia. Trata-se de uma peça importante para compreender o teatro musical político no contexto da Ditadura Militar, sobretudo se estudada do ponto de vista de seu trabalho de encenação e processo censório. O estudo pretende se dedicar ao exame detalhado das relações entre forma cênica, condições produtivas e contexto histórico. O centro do trabalho está na análise da montagem, de suas formações estéticas, num esforço de reconstituição de suas possibilidades artísticas, tendo em vista a perspectiva da formação relativa de um projeto de teatro musical crítico. Esse exame terá que partir, entretanto, do estudo do contexto de trabalho e do momento da produção cultural no país.Havia uma grande expectativa social em torno da estreia de Calabar. Sua proibição foi estendida ao uso do título "Calabar" em quaisquer meios: o LP com as canções do espetáculo foi nomeado simplesmente "Chico Canta". O caso teve reverberações e produziu críticas à censura na época. O objetivo da pesquisa é reavaliar essa encenação não finalizada com vistas a compreender um momento específico do trabalho teatral mais crítico do país, quando politização, interesses profissionais, pesquisa estética, diálogo com outros setores artísticos se reuniam em torno do projeto de um teatro musical politizado brasileiro. (AU)

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