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Investigação de marcadores moleculares para diagnóstico da NEM 2 através do perfil metabólico de células HEK293 com expressão RET e pacientes NEM 2/RET

Processo: 17/12107-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2018
Vigência (Término): 31 de maio de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Pesquisador responsável:Janete Maria Cerutti
Beneficiário:Roxanne Hatanaka
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/06570-6 - Sequenciamento completo do exoma, Paired-end RNA e genoma: novos insights sobre a natureza genética do câncer de tiróide na idade adulta e na faixa etária pediátrica e aplicações na prática clínica, AP.TEM
Assunto(s):Biologia molecular   Metaboloma   Biomarcadores tumorais   Carcinoma medular de tiroide   Neoplasia endócrina múltipla   Cromatografia líquida   Espectrometria de massas em Tandem

Resumo

O Carcinoma Medular de Tiroide (CMT) é um tumor originado das células C da tiroide, que pode ocorrer na forma esporádica ou hereditária. Na forma hereditária, o CMT como parte integrante das Síndromes de Neoplasias Endócrinas Múltipla do Tipo 2 (NEM 2). A NEM 2 é um padrão de herança autossômica dominante caracterizado pela presença de CMT (95-100%), feocromocitoma (50%) e hiperparatiroidismo primário (30%). Mutações no gene RET, localizado no cromossomo 10q11, tem sido identificadas em aproximadamente 95-98% das famílias com NEM 2. Devido à forte correlação genótipo-fenótipo existente nesta síndrome, as mutações no gene RET tem sido utilizada para o rastreamento genético de indivíduos ou familiares sob risco de desenvolver CMT, bem como, no prognóstico. De fato, a Sociedade Americana de Tiroide criou um guideline (2015) para manejo dos pacientes com CMT hereditário. As mutações foram classificadas de acordo com os riscos de agressividade do CMT, que é progressivo. De acordo com o risco (high, higher or highest), é sugerida a idade de realização da tiroidectomia profilática. Apesar da forte correlação genótipo-fenótipo na Síndrome de NEM 2, ainda existem questionamentos quanto a heterogeneidade clínica observada nas famílias e entre as famílias com a mesma mutação no gene RET. Considerando que mutações no gene RET ativam a via MAPK e que as diferentes mutações podem ativar diferentes substratos que, consequentemente, poderão alterar o metabolismo intracelular e afetar os processos celulares associados ao Câncer como proliferação, migração, morte, sobrevivência, respostas ao estresse e outros, nossa hipótese é que diferentes mutações no gene RET podem gerar diferentes metabólitos, ou ainda quantidades variáveis do mesmo metabólito, que produzirão distintos efeitos no fenótipo celular. Assim, o objetivo deste estudo é analisar os metabólitos produzidos nas células HEK após transformação com o gene RET wild type (sem alteração) ou com as mutações G533C, C634R, C634Y, Y791F, dupla C634Y/Y791F, M918T e M918V no gene RET. Também pretendemos, analisar os plasmas de pacientes com NEM 2 e a presença das mutações RET avaliadas no estudo in vitro. O perfil metabólico será avaliado por LC-MS/MS (cromatografia líquida e espectrometria de massa em Tandem). Esperamos identificar metabólitos que possam elucidar o comportamento biológico do tumor e a heterogeneidade clínica observada. Além disso, espera-se que estes metabólitos identificados possam ser utilizados como marcadores moleculares no seguimento dos pacientes com NEM 2 e na identificação de vias metabólicas associadas à progressão ou resistência a drogas. (AU)