| Processo: | 18/03130-6 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de maio de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 29 de fevereiro de 2020 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos |
| Acordo de Cooperação: | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) |
| Pesquisador responsável: | Gonçalo Amarante Guimarães Pereira |
| Beneficiário: | Bárbara Aliende Pires |
| Instituição Sede: | Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Cacauicultura Cacau Fitopatógenos Vassoura-de-bruxa Antifúngicos Moniliophthora perniciosa Theobroma cacao |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Agentes Antifúngicos | Enzima Oxidase Alternativa | Fitopatógenos | Moniliophthora perniciosa | Theobroma cacao | vassoura de bruxa | Desenvolvimento de inibidores enzimáticos |
Resumo O cacaueiro (Theobroma cacao) é uma planta originária da bacia amazônica que possui grande relevância econômica por fornecer a matéria prima para a fabricação de diversos produtos, como o chocolate, bebidas e cosméticos. Porém, uma das maiores causas de perdas em sua produção são doenças fúngicas, tal como a Vassoura de Bruxa presente no Brasil e cujo agente etiológico é o fungo basidiomiceto Moniliophthora perniciosa. Estudos relacionados a essa doença levaram à identificação da enzima mitocondrial Oxidase Alternativa (MpAOX) a qual possui grande importância para a sobrevivência e virulência de M. perniciosa, especialmente durante as etapas iniciais do seu ciclo de vida. Portanto, a MpAOX se configura como um potencial alvo para o desenvolvimento direcionado de novos fungicidas. Por outro lado, ainda não existem inibidores da AOX adequados para o uso como defensivos agrícolas. Assim sendo, nosso grupo realizou uma série de testes para avaliar o efeito antifúngico de inibidores da AOX sobre M. perniciosa e outros fitopatógenos relevantes para a agricultura brasileira, tais como Sclerotinia sclerotiorum e Venturia pyrina, causadores das doenças Mofo Branco e Sarna de Pera, respectivamente. Foi observada uma marcante diferença na capacidade destes inibidores de restringirem o desenvolvimento micelial dos fungos testados. Notavelmente, M. perniciosa demonstrou grande resistência a todos eles, ao contrário de S. screrotiorum e V. pyrina que exibiram sensibilidade aos inibidores da AOX. Por outro lado estes inibidores foram capazes de impedir a germinação de esporos de M. perniciosa in vitro, indicando que o fenômeno de resistência observado no micélio de M. perniciosa pode estar relacionado a características fisiológicas nestas células e que não são encontradas nos esporos e nem nos outros fungos testados. Por exemplo, é sabido que M. perniciosa sofreu uma expansão no número de genes codificantes para proteínas da família das Citocromo P450 Oxigenases (CYP450), notoriamente envolvidas na metabolização de xenobióticos. Assim sendo, o presente projeto tem como objetivo investigar o perfil metabólico de M. perniciosa e o eventual papel das CYP450 como mecanismo de resistência a um inibidor da AOX da classe da coletoclorina B, através de uma análise comparada de transcriptômica e metabolômica. A identificação de genes e rotas metabólicas envolvidas na resistência ao fungicida, bem como a elucidação de eventuais alterações químicas sofridas pelo inibidor, serão alcançadas através da técnica de RNA-seq. Com isso, serão obtidas informações relevantes para o desenvolvimento direcionado de novos inibidores da AOX mais eficazes do que os atualmente disponíveis e mais adequados para o uso comercial. (AU) | |
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