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Por dentro das coleções do Museu Nacional de história natural do Smithsonian: desvendando o gênero Narcissia Gray, 1840 (Echinodermata: Asteroidea: Ophidiasteridae) a partir de estudos morfológicos

Processo: 18/06311-1
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2018
Vigência (Término): 31 de outubro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Taxonomia dos Grupos Recentes
Pesquisador responsável:Marcos Domingos Siqueira Tavares
Beneficiário:Rosana Fernandes da Cunha
Supervisor no Exterior: Ellen E. Strong
Instituição-sede: Museu de Zoologia (MZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Smithsonian National Museum of Natural History, Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:17/05663-9 - Revisão taxonômica de Narcissia trigonaria Sladen, 1889 (Echinodermata: Asteroidea: Ophidiasteridae): uma única espécie?, BP.MS
Assunto(s):Morfologia animal   Asteroidea   Equinodermos   Estrelas-do-mar   Coleção e conservação de espécies biológicas

Resumo

Narcissia Gray, 1840 atualmente abriga quatro espécies válidas: Narcissia ahearnae Pawson, 2007 (Atlântico ocidental), Narcissia canariensis (d'Orbigny, 1839) (Atlântico oriental), Narcissia gracilis A.H. Clark, 1916 (Pacífico oriental) e Narcissia trigonaria Sladen, 1889 (Atlântico ocidental e oriental). Narcissia trigonaria é a única espécie registrada no Oceano Atlântico Sulaté a presente data. Nossos estudos morfológicos em andamento, resultantes da comparação entre os espécimes de N. trigonaria do Golfo do México, Bahia e São Paulo revelaram variabilidade nos carácteres entre representantes de diferentes populações. As variações morfológicas encontradas sugerem que N. trigonaria Sladen, 1889 lato sensu compreende mais de uma espécie. Ao contrário do que foi dito por alguns, autores anteriores também enfatizaram as discrepâncias morfológicas entre os exemplares de N. trigonaria de diferentes localizações geográficas. Em Narcissia, N. trigonaria é a que apresenta maior variação de caracteres: 1) grânulos abactinais e actinais formando ou não um mosaico, próximos ou distantes entre si; 2) grânulos abactinais arredondados ou prismáticos; 3) espinhos ambulacrais achatados ou não; 4) carena ondulada ou reta; 5) pedicelária presente ou ausente; 6) placas abactinais túmidas ou planas. A precária caracterização morfológica de N. trigonaria Sladen, 1889, stricto sensu cria dificuldades para o correto entendimento da delimitação das espécies do gênero Narcissia suscetíveis de serem confundidas com N. trigonaria str. s. Por outro lado, dificulta a avaliação da possível existência de diferentes espécies escondidas sob o designação N. trigonaria. A coleção de invertebrados do Nacional Museum of Natural History (NMNH), Smithsonian Institution, armazena mais de 270 espécimes, representantes de todas espécies de Narcissia de muitas localidades diferentes. Com relação ao N. trigonaria existem espécimes de quase todas as localidades onde a espécie já foi registrada. O acesso às Narcissia das coleções do NMNH é obviamente crítica para o sucesso deste projeto. Os principais objetivos do estágio de pesquisa são: realizar estudos morfológicos de todos os espécimes de Narcissia; descrever e ilustrar os caracteres morfológicos relevantes para distinguir as espécies; descrever e ilustrar variações morfológicas relevantes dentro das espécies; redescrever e ilustrar N. trigonaria Sladen, 1889 str. s. e as espécies relacionadas intimamente morfologicamente; avaliar a possível existência de novas espécies atualmente escondidas sob N. trigonaria lato sensu. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
CUNHA, ROSANA; TAVARES, MARCOS; DE MENDONCA JR, JOEL BRAGA. Asteroidea (Echinodermata) from shallow-waters of the remote oceanic archipelago Trindade and Martin Vaz, southeastern Atlantic, with taxonomic and zoogeographical notes. Zootaxa, v. 4742, n. 1, p. 31-56, FEB 19 2020. Citações Web of Science: 1.

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