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Dizer e querer-dizer: o papel da intenção na fixação do conteúdo proposicional

Processo: 18/07457-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2018
Vigência (Término): 31 de julho de 2019
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Filosofia da Linguagem
Pesquisador responsável:João Vergílio Gallerani Cuter
Beneficiário:Eduardo Caliendo Marchesan
Supervisor no Exterior: Colin Peter Johnston
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Stirling, Escócia  
Vinculado à bolsa:16/16504-6 - Contexto e significação: o contextualismo radical e a determinação das condições de verdade de um enunciado, BP.PD
Assunto(s):Linguagem oral   Intencionalidade (filosofia)   Hipótese   Processos associativos

Resumo

O problema do contextualismo radical sobre a determinação contextual das condições de verdade de uma asserção recebe respostas distintas em duas tradições herdeiras da filosofia da linguagem ordinária. Se ambas aceitam a cisão contextualista entre significação linguística e conteúdo proposicional, elas a relacionam de modos diferentes a uma segunda distinção entre dizer e querer dizer. A primeira tradição, derivada de Peter Strawson, sugere uma resposta mentalista que faz das crenças e intenções do falante o fator extralinguístico responsável pela fixação do conteúdo proposicional. A segunda, assentada nos trabalhos de J. L. Austin e do segundo Wittgenstein, reconhece que a resposta intencional se choca com o preceito fundador de Frege de que é preciso separar o lógico do psicológico e avança uma resposta convencional para o problema: é a dimensão actancial de um ato de fala o fator relevante para a fixação das condições de verdade. Se a tradição convencionalista evita os problemas sobre a objetividade que derivam da assunção de um elemento mental privado como primitivo, ela parece esvaziar o papel do falante, a ponto de perder de vista o fato de que uma asserção é feita por um indivíduo que, até certo ponto, quer fazê-la. Este projeto aborda o problema sobre a natureza dos truth-bearers que ocupa o centro deste embate, e o problema que dele deriva sobre o papel da intenção - e o sentido que tal conceito pode assumir - numa perspectiva não mentalista. A hipótese levada à frente pretende mostrar, em primeiro lugar, que as dificuldades que inviabilizam a perspectiva intencional estão relacionadas a sua fidelidade a certos aspectos da pragmática tradicional e, em segundo lugar, que a perspectiva convencionalista pode reintegrar a noção de intenção problematizando-a a partir da noção de agency, como leitura acerca do engajamento de um falante numa ação. (AU)