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Análise da microheterogeneidade da N- e O-glicosilação de toxinas de serpentes do gênero Bothrops: identificação de glicopeptídeos intactos

Processo: 18/08794-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 06 de agosto de 2018
Vigência (Término): 05 de fevereiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Química de Macromoléculas
Pesquisador responsável:Solange Maria de Toledo Serrano
Beneficiário:Débora Andrade Silva
Supervisor no Exterior: Martin R. Larsen
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Southern Denmark (SDU), Dinamarca  
Vinculado à bolsa:16/16935-7 - Glicosilação em toxinas de serpentes dos gêneros Bothrops e Crotalus: impacto na complexidade e variabilidade dos proteomas de seus venenos, BP.DR
Assunto(s):Bothrops   Espectrometria de massas

Resumo

Venenos de serpentes são uma fonte rica em moléculas com atividade biológica, cuja maior parte são proteínas. A presença de modificações pós-traducionais (MPT) nestas proteínas, como a glicosilação, tem sido evidenciada em muitos estudos. Entretanto, a completa caracterização desta MPT ainda não foi alcançada, apesar de sua importância. A espectrometria de massas é uma técnica importante para a análise de glicosilação de proteínas e os recentes avanços nos novos equipamentos trouxeram mais possibilidades para o desafio da identificação dos sítios de glicosilação. Neste tipo de análise, é essencial sequenciar simultaneamente a cadeia polipeptídica e a cadeia de glicanos. Neste cenário, novas metodologias de fragmentação como Higher Energy Collisional Dissociation (HCD) e HCD-product Dependent Electron-Transfer Dissociation (HCDpdETD) surgiram como tecnologias promissoras. Desta forma, neste projeto, nós nos propomos a analisar os N-glicopeptídeos e O-glicopeptídeos intactos presentes nas glicoproteínas dos venenos de Bothrops jararaca, B. alcatraz, B. insularis, B. cotiara, B. jararacussu, B. moojeni, and B. fonsecai. Como metodologia de enriquecimento dos glicopeptídeos gerados pela tripsina, nos propomos a usar Hydrophilic Interaction Chromatography (HILIC) e dióxido de titânio em experimentos combinados e independentes. Estes dados irão possibilitar a compreensão da microheterogeneidade da glicosilação de toxinas, do padrão de glicosilação de cada classe de toxina e, se possível, avaliar as modificações das cadeias de glicanos, como a acetilação de unidades de ácido siálico. A O-glicosilação é uma característica especial que merece uma investigação mais apropriada, dado o fato de sua presença e importância em toxinas de venenos de serpentes ser completamente desconhecida.