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Refúgio, terra estreita: sobre humanitarismo, visibilidade, memória e sangue entre famílias palestinas refugiadas da Síria

Processo: 17/26831-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2018
Vigência (Término): 30 de abril de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia
Pesquisador responsável:Paula Montero
Beneficiário:Helena de Morais Manfrinato Othman
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/02497-5 - Religião, direito e secularismo: a reconfiguração do repertório cívico no Brasil Contemporâneo, AP.TEM
Assunto(s):Humanitarismo   Memória

Resumo

A pesquisa pretende investigar o impacto da visibilização do refúgio causado pelo conflito sírio nos modos de participação, socialidade e percepção de famílias palestinas refugiadas, especialmente na ocupação urbana Leila Khaled e no restaurante Al Janiah, respectivamente, seus locais de moradia e trabalho. No bojo da midiatização da crise humanitária na Síria, as famílias palestinas passaram a ser enquadradas (BUTLER, 2015) como vulneráveis, passíveis de ajuda e interesse ético-político. Esses enquadramentos de guerra, por sua vez, não coincidem com a sua própria percepção de si, assentada em uma relação vital com a terra ancestral, para onde aspiram retornar, em sua memória e na força contida no sangue palestino. A hipótese geral é que a publicização do refúgio, ao passo que limitou os atores ao papel de refugiados a serem tutelados pela sociedade civil e redes de solidariedade, viabilizou a produção de uma percepção "positiva" do palestino no Brasil, facilitando a incorporação dessa variação "árabe-islâmica" no espectro das diferenças culturais presentes na sociedade brasileira. O objetivo da pesquisa é compreender os termos que embasam e articulam essas percepções, como eles impactam e produzem essas socialidades, as formas políticas e econômicas de participação e convivência, os modos de participação na organização de espaços político-culturais, nas articulações políticas junto a movimentos sociais brasileiros, na produção e comercialização de alimentos, e na relação de vizinhança entre famílias palestinas em uma ocupação urbana.