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Atividade acaricida in vitro do espilantol em linhagens celulares derivadas de Carrapatos Rhipicephalus microplus resistentes e suscetíveis a acaricidas e infectados ou não por Ehrlichia minasensis

Processo: 18/08166-9
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2018
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Zoologia Aplicada
Pesquisador responsável:Maria Izabel Souza Camargo
Beneficiário:Luís Adriano Anholeto
Supervisor no Exterior: Lesley Bell-Sakyi
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Liverpool, Inglaterra  
Vinculado à bolsa:15/01496-5 - O jambú (Acmella oleracea) e sua ação acaricida: I. Estudo dos efeitos sobre a morfofisiologia dos sistemas reprodutores masculino e feminino de Amblyomma cajennense (Fabricius, 1787) (Acari: Ixodidae), BP.DR
Assunto(s):Controle de carrapatos   Cultura de células   Carrapatos

Resumo

Os carrapatos em geral representam um grande problema de saúde pública, uma vez que podem ser vetores de patógenos, como bactérias, vírus, protozoários e helmintos, afetando animais domésticos, selvagens e inclusive seres humanos. O uso de acaricidas químicos sintéticos é o método mais utilizado atualmente para o controle desses artrópodes. Entretanto, o uso indiscriminado de tais produtos pode induzir a seleção de indivíduos resistentes e levar ao acúmulo de resíduos químicos no ambiente, contaminando o solo e cursos d'água, consequentemente afetando outros animais, inclusive os humanos. Frente ao exposto, este estudo inovador tem como objetivo estabelecer um protocolo in vitro para o estudo de produtos acaricidas como uma alternativa aos testes tradicionais em animais. Além disso, tem como objetivo investigar os efeitos do espilantol, uma alcamida alifática abundantemente encontrado nas flores, folhas e caule de Acmella oleracea e com potencial efeito acaricida, sobre duas linhagens celulares obtidas de Rhipicephalus microplus (carrapato do boi): BME/CTVM6, derivado de indivíduos resistentes a organofosforados, organoclorados e amitraz, e BME/CTVM2, derivados de indivíduos suscetíveis a acaricidas. Ademais, o estudo buscará entender o efeito direto de doses subletais de acaricidas em patógenos transportados por carrapatos. Para isso, as duas linhagens celulares serão infectadas com Ehrlichia minasensis, uma bactéria intracelular obrigatória, isolada do carrapato do boi R. microplus, cuja patogenicidade para o gado é ainda desconhecida. Ressalta-se aqui que se os carrapatos sobreviverem à aplicação de acaricida, eles podem infestar novos hospedeiros e potencialmente transmitir quaisquer patógenos que eles abriguem. Contudo, não se sabe se a exposição a acaricidas tem algum efeito diretamente sobre os patógenos intracelulares transmitidos por esses invertebrados ou indiretamente sobre a capacidade do carrapato de transmiti-los. Tais efeitos teriam implicações importantes para o papel dos acaricidas em programas integrados de controle de carrapatos e doenças por eles transmitidas. Para tanto, técnicas morfológicas serão aplicadas, comparando os resultados com culturas controle não tratadas. Os resultados fornecerão informações relevantes para o desenvolvimento de estratégias sustentáveis para o controle desses importantes ectoparasitas.

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