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Papel da ADAMTS-1 nuclear em células normais e tumorais

Processo: 18/06334-1
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 15 de agosto de 2018
Vigência (Término): 14 de fevereiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Pesquisador responsável:Vanessa Morais Freitas
Beneficiário:Suély Vieira da Silva
Supervisor no Exterior: Juan Carlos Rodríguez Manzaneque Escribano
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Centro Pfizer-Universidad de Granada-Junta de Andalucía de Genómica e Investigación Oncológica (GENYO), Espanha  
Vinculado à bolsa:15/09845-9 - Papel de ADAMTS-1 (uma desintegrina e metaloprotease com domínios trombospondina) no núcleo de células mamárias humanas normais e tumorais, BP.DR
Assunto(s):Matriz extracelular   Microambiente tumoral   Metaloproteínas   Transporte ativo do núcleo celular

Resumo

O câncer de mama é o segundo tipo de neoplasia mais frequente no mundo, apresentando maior incidência entre as mulheres. Neste tipo de tumor, ocorrem modificações quantitativas e qualitativas nos componentes da matriz extracelular, que é remodelada pela ação proteolítica de proteases secretadas pelas células mamárias nesse microambiente. Assim, metmetases membros da família ADAMTS (a disintegrin and metalloprotease with thrombospondin motifs) são conhecidas como proteases secretadas que possuem atividade sobre proteoglicanos presentes na matriz extracelular. No entanto, nosso grupo observou pela primeira vez que ADAMTS-1 está localizada no núcleo de células mamárias normais e tumorais. Nossos dados demonstram que ADAMTS-1 é a única agrecanase presente no núcleo das mesmas células, enquanto que outras agrecanases (ADAMTS-4 e ADAMTS-5) estão localizadas no citoplasma e na matriz extracelular. A localização de ADAMTS-1 deixa de ser nuclear quando o aparelho de Golgi tem sua função perturbada com monensina, indicando que a secreção da protease é necessária para que ela vá para o núcleo. Nós também detectamos que ADAMTS-1 é presente no núcleo de células epiteliais, mas não é observada no núcleo de células mesenquimais. Adicionalmente, nós observamos que ADAMTS-1 secretada por células epiteliais é endocitada pelas células mesenquimais, e a localização da protease nas células mesenquimais passa a ser nuclear. Neste contexto, será importante (1) entender como ADAMTS-1 alcança o núcleo e (2) identificar parceiros de interação nesse compartimento subcelular. As informações obtidas serão de grande valia para entendermos a função de ADAMTS-1 no núcleo e sermos capazes de completar algumas informações importantes para o nosso conhecimento de processos biológicos celulares como secreção de proteínas, endocitose e transporte núcleo-citoplasma. (AU)